A paralisação na rodoviária foi marcada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e começa às 3:00 desta segunda-feira, estando também agendado um plenário junto à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de Almada.
"Avançámos para a greve de 24 horas porque é a única maneira que temos de todos os trabalhadores da empresa conseguirem estar no plenário. O facto de a greve ser de 24 horas não significa que os autocarros vão estar parados esse tempo, pois os trabalhadores são livres de decidir se vão ou não trabalhar depois do plenário", disse à Lusa João Saúde, da Fectrans.
O sindicalista explica que os trabalhadores exigem uma melhoria salarial, considerando que os atuais salários são "muito baixos".
"A empresa continua a fazer um caminho de empobrecimento salarial. Os trabalhadores têm muita responsabilidade e ganham 623 euros, o que é muito pouco e lutamos por um salário digno. A empresa tem condições para uma melhoria salarial", explicou.
João Saúde disse ainda que o sindicato está pronto a avançar com processos judiciais em relação aos tempos de disponibilidade, período de tempo em que o trabalhador, embora não esteja obrigado a permanecer no local de trabalho pode ser chamado pela empresa em caso de necessidade.
"No nosso entendimento os tempos de disponibilidade são ilegais e se os trabalhadores o entenderem, estamos prontos a avançar para o tribunal. Já o fizemos com os descansos compensatórios e estamos a vencer todos os processos", salientou.
Já o Metro de Lisboa estará paralisado entre as 6h00 e as 9h30 de segunda-feira, prevendo-se, segundo a administração, que a circulação das carruagens seja restabelecida a parti das 10h00.
Anabela Carvalheira dissera no dia 25 de fevereiro, quando a greve de 27 foi desconvocada, que as greves de 16 e 18 de março só se realizariam se "a empresa não se reunisse com os trabalhadores num encontro marcado para dia 6 de março".
A dirigente sindical fundamentou à Lusa as razões da paralisação, para além das “péssimas condições de trabalho”:
"A falta de diálogo que tem havido, quer com a empresa quer com o Governo, para resolver os problemas concretos de trabalho da maior parte das categorias profissionais, a redução cada vez mais acentuada do número de trabalhadores, o pior serviço público que estamos a prestar à população, quer por razões economicistas quer por esta redução de trabalhadores e a defesa da empresa enquanto empresa pública".