Adesão à greve da Função Pública superior a 80%, diz Frente Comum

13 de março 2015 - 12:34

A Greve Geral da Função Pública está a paralisar os serviços em todo o país país "numa demonstração de grande força e de grande combate contra estas políticas que têm sido bastante desastrosas", disse a coordenadora da Frente Comum no primeiro balanço da paralisação.

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Alunos da EB2,3 Marquesa de Alorna tiram fotografias do papel informativo do encerramento da escola durante o dia de greve da Função Pública, em Lisboa. Foto António Cotrim/Lusa

“A greve afetou o sector da saúde, os serviços municipalizados, os tribunais, as finanças (onde a adesão é de 100%). Temos câmaras fechadas e, no norte do país, a paralisação varia entre 80 e 100%. No Algarve temos também a indicação de que a linha de adesão é a mesma”, declarou a coordenadora da Frente Comum dos sindicatos da administração pública, citada pela agência Lusa.

No balanço feito à porta de uma escola pública em Lisboa, Ana Avoila diz que os números desta adesão à greve “demonstram a força e o descontentamento dos trabalhadores”. “Os dados gerais que temos são de que esta é uma grande, grande greve. Para já, está na ordem dos 100%, o que demonstra a força dos trabalhadores para alterar a situação em que se encontram”, acrescentou a sindicalista.

"Está provado que os 10 mil milhões de euros que o Estado retirou aos trabalhadores foi a mesma verba que transitou para os bancos: estou a falar do Novo Banco, do BPN e do BPP. Isto demonstra que os problemas não estão na administração pública, mas nas opções políticas que este Governo assumiu”, declarou Arménio Carlos aos jornalistas.

O líder da CGTP também acompanhou esta greve desde a meia noite e falou em adesões entre os 80% e os 100% nos serviços noturnos, "principalmente nos resíduos sólidos, recolha do lixo, turnos da noite nos hospitais e bombeiros sapadores”.

"Está provado que os 10 mil milhões de euros que o Estado retirou aos trabalhadores foi a mesma verba que transitou para os bancos: estou a falar do Novo Banco, do BPN e do BPP. Isto demonstra que os problemas não estão na administração pública, mas nas opções políticas que este Governo assumiu”, declarou Arménio Carlos aos jornalistas.

A Greve Geral da Função Pública foi convocada por esta federação ligada à CGTP e contou com a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado. Os trabalhadores protestam contra os cortes nos salários, o aumento do horário semanal para as 40 horas, o regime de requalificação que abre a porta aos despedimentos e o congelamento das suas carreiras.