Greve na Vitrohm contra discriminação de género

15 de maio 2015 - 22:59

As trabalhadoras da Vitrohm Portuguesa, do grupo multinacional chinês Yageo, recebem salários inferiores aos dos seus colegas homens, apesar de realizarem trabalho igual. Em luta contra a discriminação, que chega a atingir os 500 euros por mês, e para exigirem salários iguais estiveram em greve nesta sexta-feira, 15 de Maio.

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Na Vitrohm as mulheres são excluídas do acesso a profissões qualificadas, técnicas ou de chefia, sendo-lhes reservadas as tarefas de mais baixa qualificação independentemente das suas habilitações académicas ou da experiência profissional

Segundo o sindicato (SIESI), a Vitrohm é uma fábrica de resistências para equipamentos elétricos e eletrónicos, emprega 130 pessoas, das quais 80 são mulheres, quase todas adstritas à produção e classificadas de operadoras especializadas. As trabalhadoras auferem todas salários entre 600 e 680 euros, enquanto os trabalhadores homens, com as mesmas funções, chegam a auferir 1200.

A Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) já confirmou a existência de discriminações em função do género e recomendou à direção da empresa que uniformizasse os salários entre mulheres e homens do mesmo grupo profissional e criasse a possibilidade de as trabalhadoras terem acesso a profissões qualificadas, técnicas e de chefia.

O Siesi refere que a CITE confirmou também que as mulheres são excluídas do acesso a profissões qualificadas, técnicas ou de chefia, sendo-lhes reservadas as tarefas de mais baixa qualificação independentemente das suas habilitações académicas ou da experiência profissional.

Segundo o sindicato, a greve contou também “com a participação de muitos trabalhadores, homens, que estão indignados com as discriminações, em função do sexo”.

A Vitrohm acumulou, nos últimos quatro anos, lucros superiores a 6 milhões de euros, mas os salários dos trabalhadores ou não foram aumentados ou tiveram atualizações até 15 euros mensais, no mesmo período.