Lutas

Greve na Easyjet até sábado

15 de agosto 2024 - 11:35

O pessoal de cabine da empresa luta por mais contratações e o fim do excesso de horas de trabalho. Mais de 200 voos foram cancelados ainda antes do início da paralisação.

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Interior de um avião da Easyjet.
Interior de um avião da Easyjet. Foto de Ricardo Gomes/Flickr.

A greve do pessoal de cabine da EasyJet começou esta quinta-feira e durará três dias. Estão abrangidos os voos “cujas horas de apresentação ocorram em território nacional com início às 00:01 do dia 15 de agosto e fim às 24:00 do dia 17 de agosto”.

Na antecipação da paralisação a empresa tinha já cancelado mais de 200 voos com origem ou destino em Portugal.

Não tendo havido acordo entre as partes, foram definidos pelo Governo serviços mínimas que incluem voos com partida de Lisboa e Porto e destino à Madeira, Genebra, Luxemburgo e Londres.

Os trabalhadores, representados pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, protestam contra o aumento do número de horas que têm de trabalhar devido à falta de pessoal.

A paralisação foi aprovada numa assembleia-geral de trabalhadores com 99% dos votos a favor. O sindicato insiste que tem tentado resolver estes problemas mas que a empresa tem ignorado as suas tentativas. Agora, apela ao “bom senso da empresa, para que possa ceder nas justas reivindicações dos seus trabalhadores” e para que “em vez de cancelar voos em série encontre soluções para evitar” que a greve se prolongue.

Os trabalhadores dizem que há falta de estabilidade nas escalas de serviço, um “contínuo e penalizante aumento do número de horas de trabalho”, uma a pressão para fazer horas extraordinárias para fins comerciais e tratamento discriminatório face aos pilotos nas compensações por causa da disrupção de verão. Para além disso, criticam a administração da empresa por usar como regra de instrumentos excecionais de emergência de extensão de horário de trabalho para colmatar a falta de pessoal e de “cálculo ilegal do subsídio de Natal nos contratos de trabalho intermitente”.

93% dos voos cancelados

A adesão à greve na manhã desta quinta-feira está a ser significativa. A empresa diz que 73% dos trabalhadores aderiram à greve. O SNPVAC contrapõe que há um nível “próximo dos 100%” com “93% dos voos cancelados”.

Ana Dias, dirigente deste sindicato, explica à Lusa que é um facto que 93% dos voos "já foram cancelados, sem contar com os serviços mínimos”. Sendo assim, a EasyJet ou está a contar com os voos operados por outros tripulantes de outras bases que não portugueses ou está a contar com os serviços mínimos.