Greve Geral: Metro de Lisboa, Transtejo e Soflusa sem serviços mínimos

19 de março 2012 - 11:13

O Metropolitano de Lisboa, a Transtejo e a Soflusa não terão serviços mínimos durante a greve geral desta quinta-feira, enquanto a STCP terá uma parte do serviço assegurada. Da Carris sabe-se apenas que os trabalhadores em folga estão a ser pressionados para ir trabalhar no dia da greve.

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No dia da Greve geral de 22 de março, o Metro de Lisboa estará fechado. Foto de Paulete Matos.

Para o Metropolitano de Lisboa, o tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) decidiu não fixar serviços mínimos “relativamente à circulação das composições”, pelo que o metro da capital não circulará na quinta-feira. O Metro irá parar desde as 23h20 de quarta-feira até às 6h30 de sexta-feira. “A segurança dos utentes do Metropolitano de Lisboa pode perigar no caso de funcionamento reduzido de composições. (...) A segurança dos trabalhadores pode igualmente ser posta em causa perante grandes ajuntamentos de utentes nas estações”, lê-se no acórdão que dá conta da decisão.



Foram, no entanto, definidos serviços mínimos para o Metro  ao abrigo dos quais deverão ser assegurados os “serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e das instalações”.



Também a Transtejo e a Soflusa, empresas que asseguram a travessia fluvial do rio Tejo, em Lisboa, não contarão com serviços mínimos no dia da greve geral contra a austeridade e as alterações na legislação laboral, decretada pela CGTP-IN.



No caso da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), foram definidos serviços mínimos que abrangem o “funcionamento a 100% das linhas 4M e 5M (madrugada), que são servidas por um único autocarro cada”. Os serviços mínimos abrangem ainda o funcionamento em 50% das linhas nocturnas da STCP 200, 205, 305, 400, 500, 501, 508, 600, 602, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 905, 906 e 907.



Durante a manhã e tarde de quinta-feira deverá ainda ser assegurado o funcionamento em 50% das linhas 200, 205, 300, 301, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 801, 901, 902, 903, 905, 906 e 907.



É esperada uma decisão do tribunal arbitral do CES para o serviço da Carris, onde apresentaram pré-aviso de greve a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o Sindicato do Trabalhadores de Transportes (SITRA) e a Associação Sindical do Pessoal de Tráfego da Carris (ASPTC).



Carris: trabalhadores em folga estão a ser pressionados para ir trabalhar no dia da greve



O Sindicato Nacional dos Motoristas acusa a Carris de estar a contactar os trabalhadores que estão de folga no dia da greve geral, propondo-lhes o pagamento a 100 por cento para irem trabalhar, informação negada pela empresa.



Quem denunciou a situação à Lusa foi o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas, Manuel Oliveira, que tem recebido “várias mensagens de associados [do sindicato] que são trabalhadores da Carris a denunciarem a situação”.



O Sindicato Nacional dos Motoristas representa cerca de 200 trabalhadores da Carris, segundo Manuel Oliveira.