O secretário-geral da CGTP anunciou, nesta sexta-feira, uma greve geral para dia 27 de Junho. "Há neste momento um vasto consenso das organizações sindicais em relação a esta greve", disse Arménio Carlos, afirmando que há dez milhões de razões para fazer uma greve geral (já que há dez milhões de habitantes no território nacional).
Pouco antes do anúncio, os sindicatos da Função Pública haviam chegado a um acordo para uma greve geral da administração pública naquele mesmo dia. A FESAP (UGT), a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (UGT) concretizaram assim a convergência entre as três principais estruturas da função pública.
"A unidade dos trabalhadores portugueses na prossecução de formas de luta mais duras assume-se hoje, talvez mais do que nunca, como uma premissa fundamental para forçar o Governo a alterar o rumo de uma política excessivamente marcada pela austeridade e por uma agenda ideológica que pretende privatizar serviços, destruindo o Estado Social e todas as expectativas de futuro da sociedade portuguesa", refere o comunicado.
Concentrações nas 18 capitais de distrito
Além da greve geral, que juntará trabalhadores do sector público e do privado, o secretariado nacional da CGTP decidiu realizar também concentrações nas 18 capitais de distrito.
Entretanto, a UGT deverá anunciar uma decisão às 18h de segunda-feira, depois das reuniões extraordinárias do secretariado nacional e do conselho geral. "No atual quadro político e social e com o anúncio de uma convergência para uma greve geral conjunta na Administração Pública, os dois órgãos sociais da UGT reúnem para analisar estas questões e deliberar outras formas de lutas a adotar, nomeadamente o eventual alargamento a outros sectores em convergência com outras organizações sindicais", lê-se numa nota de imprensa da UGT.