Greve geral da Função Pública terá o apoio da UGT

24 de maio 2013 - 18:27

Paralisação será realizada em junho em data ainda a definir, e já fora convocada pela Frente Comum (CGTP) e pelo SINTAP, ligado à UGT. Agora é o secretariado nacional da UGT que, por unanimidade, decide apoiá-la.

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“Portanto, se é para a luta que querem que vamos, para a luta iremos”, afirmou o secretário-geral da UGT

A UGT decidiu apoiar a greve conjunta da função pública, em data ainda a definir. Em conferência de imprensa, Carlos Silva, secretário-geral da central, disse que o apoio à greve da função pública foi "aprovado por unanimidade" na reunião do secretariado nacional.

“A luta vai passar para a rua, vai passar por uma forma mais musculada e mais dinâmica”, disse Carlos Silva, esclarecendo que “é isso que os nossos sindicalizados e trabalhadores exigem da UGT, é esse o nosso papel e não viramos a cara às nossas responsabilidades”.

Para o sindicalista, o governo "intransigente" de Passos Coelho "fechou a porta". “Portanto, se é para a luta que querem que vamos, para a luta iremos”, afirmou.

Unidade e convergência de ação, da CGTP, da UGT e independentes

A greve geral da função pública foi convocada pela Frente Comum, ligada à CGTP, para junho, mas ainda sem data precisa. Na última quinta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), um dos principais do sector, filiado à UGT, anunciou a adesão à paralisação. José Abraão, do SINTAP, explicou a decisão de “realizar uma greve durante o mês de Junho, em unidade e convergência de ação, sejam da CGTP, da UGT ou independentes”.

O sindicalista justificou a greve com a “violência das medidas” apresentadas pelo governo e que vão afetar trabalhadores da administração pública, serviços públicos e são “contra a sociedade portuguesa, porque vai ser penalizada por piores serviços públicos num futuro próximo”.

Também o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) já mostrou vontade de aderir à paralisação.

UGT estará presente na manifestação dos professores

Na conferência de imprensa desta sexta-feira, o líder da UGT anunciou ainda que a central sindical estará presente na manifestação nacional dos professores, marcada para 15 de Junho.

Recorde-se que o governo já anunciou o aumento do horário de trabalho da função pública, a convergência mais rápida entre o sistema de pensões público e privado, rescisões contratuais com 30 mil funcionários, a revisão dos suplementos remuneratórios e o aumento das contribuições para a ADSE – tudo medidas que significam uma violência contra os trabalhadores da administração pública.