O encontro, que teve lugar na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, foi o local de lançamento do Manifesto da Greve Feminista “Todas estamosconvocadas”, com seis eixos de ação, e que serve de convocatória para a realização em Portugal da greve feminista, macada para o próximo dia 8 de março de 2019.
O primeiro eixo - “Basta de desigualdade no trabalho assalariado” - refere que “os cargos mais bem pagos são ocupados por homens, embora sejam as mulheres que mais concluem o Ensino Superior(60,9%). A desigualdade salarial com base no género está presente em todo o lado, nas empresas e instituições privadas e públicas”, exigindo “salário igual para trabalho igual” e a reposição da contratação coletiva como forma de proteger o trabalho e combater as desigualdades”.
O manifesto aponta também o combate à “desigualdade no trabalho doméstico e dos cuidados”, exigindo o “reconhecimento do valor social do trabalho doméstico e dos cuidados e do estatuto de cuidador/a”, assim como “respostas públicas de socialização de tarefas domésticas e de cuidados, das creches às residências assistidas e de cuidados continuados, das cantinas às lavandarias”.
Um terceiro eixo do manifesto lança um apelo pelo “direito a uma educação pública e gratuita, uma escola da diversidade, crítica, sem lugar para preconceitos e invisibilizações". A “rejeição à difusão da cultura machista”, o “fim das destruição ambiental” e a “solidariedade com as pessoas migrantes” constituem os outros três eixos da Greve Feminista Internacional.
Neste primeiro encontro, à Rede 8 de Março, que tem promovido assembleias abertas de mobilização, juntaram-se representantes do movimento das Amas da Segurança Social, das Formadoras do IEFP, das Técnicas Especializadas, do Sindicato de Call Center (STCC), da A'Coletiva e dezenas de ativistas feministas de Portugal e do Estado Espanhol.