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Greve encerrou mais de duzentas cantinas 

Instituições de ensino são as principais entidades onde se faz sentir esta greve. Trabalhadores lutam por aumentos salariais, estabilidade profissional e horários adequados. Esta greve levou já a AHRESP a aceitar reunir com os trabalhadores. 
Trabalhadores das cantinas estão hoje em greve. Fotografia: José Soeiro

Decorre esta segunda-feira uma greve dos trabalhadores das cantinas, refeitórios, fábricas de refeições, áreas de serviço e bares concessionados convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (FESAHT). 

Em comunicado, a estrutura sindical refere que os trabalhadores lutam “pela negociação do contrato coletivo de trabalho, aumentos salariais, valorização das carreiras profissionais, estabilidade no emprego e o fim da precariedade”, bem como pela manutenção do emprego “por parte das câmaras municipais na reversão da exploração do serviço de refeições das cantinas escolares que tem levado a despedimentos, com são os casos de Ponte de Lima, Celorico de Basto, Lamego e Mangualde”. 

A luta dos trabalhadores levou ao encerramento de mais de duzentas cantinas a nível nacional, sendo de destacar a adesão na zona norte do país, onde cerca de cem refeitórios estão fechados. 

Os trabalhadores em greve concentraram-se em frente à delegação da Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal (AHRESP) no Porto, onde foi realizada uma conferência de imprensa pelas 10h00 da manhã. 

Em declarações à CNN Portugal, Francisco Figueiredo, da FESAHT, considerou que “esta é uma resposta brutal que os trabalhadores estão a dar à grande precariedade existente neste setor e também aos baixos salários e à retirada de direitos”.

O sindicalista lembrou ainda que a AHRESP “apresentou uma proposta aos sindicatos e à FESAT de retirada brutal de direitos, de horários concentrados de doze horas e de salários miseráveis. Eles querem que a esmagadora maioria dos trabalhadores recebam só o salário mínimo nacional”. 

No balanço da greve, o dirigente da FESAHT afirmou que, na zona do Porto estão encerradas 59 das 68 cantinas escolares, com implicações junto de cerca de 12 mil alunos.

No total, na zona norte do país estão encerradas cerca de 120 cantinas, de escolas em Guimarães, Barcelos e Famalicão, além do Centro de Formação Profissional do Porto e da cantina da RTP.

Bloco de Esquerda solidário com a luta dos trabalhadores

O deputado José Soeiro esteve presente na concentração no Porto, em solidariedade com os trabalhadores em luta. 
 

Em Lisboa, o dirigente bloquista Jorge Costa esteve presente na concentração. Neste distrito, verificou-se uma tentativa de furar a greve por parte da Câmara Municipal de Cascais, que terá procedido á substituição das refeições. Esta situação foi já denunciada às autoridades competentes. 

 

Notícia atualizada às 16h07. 

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