A paralisação de 20 dias estende-se até 30 de Novembro, com o encerramento diário de serviços de finanças por distrito. A 24 de Novembro, a adesão dos trabalhadores dos impostos à greve geral será ao nível nacional.
O balanço desta segunda-feira é do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) que avança estarem encerrados 77,5% dos serviços de finanças da região algarvia, num total de doze serviços com as portas encerradas e apenas três abertos.
"Este balanço, ao nível dos serviços de finanças representa quase 100% dos respectivos funcionários que estão em greve", disse ao Diário Económico (DE) Marcelo Castro, vice-presidente do STI, recordando que na base dos protestos está a reivindicação do reinício da revisão da carreiras e vínculos, suspensa em Setembro de 2009.
A continuação dos concursos de progressões na carreira, cujos procedimentos foram suspensos, em Outubro deste ano, por despacho do Ministro das Finanças, tendo afectado cerca de cinco mil trabalhadores são outros dos motivos que justificam a greve. A expectativa do STI é a de que a avaliação dos funcionários dos impostos não seja cessada e que os concursos já abertos sejam retomados.
A paralisação de 20 dias dos trabalhadores dos impostos começou a 3 de Novembro com uma greve nacional, acompanhada de uma manifestação junto da Assembleia da República, que atingiu 80% dos serviços de finanças do País. Cerca de 300 repartições estiveram de portas fechadas, de acordo com Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI).
Segundo o DE, Marcelo Castro informou que o encerramento por um dia das repartições de Finanças em cada um dos distritos começou em Évora, a 4 de Novembro, com 12 serviços de finanças fechados e 2 abertos, e que na sexta-feira passada prosseguiu em Beja com 10 serviços encerrados e três abertos.
A greve distrital segue para Portalegre, onde este dirigente sindical aguarda "100% de adesão".
A somar à paralisação nacional, a ronda de encerramentos distritais, segundo o STI, pode alterar as contas do Governo sobre o dinheiro que vai receber do fisco, até por que os trabalhadores também deixaram de fazer “horas extraordinárias”.
"Neste momento, não conseguimos contabilizar a perda de receita fiscal. Mas pensamos que é muito considerável devido à desmotivação dos funcionários e todo o seu empenho nesta jornada de luta em que dizem basta", destaca.