A greve na CP parou esta quarta-feira os comboios em todo o país e tudo indica que o cenário se repetirá na quinta-feira, dado que o tribunal não decretou serviços mínimos para além do comboio de socorro em caso e necessidade. A adesão à greve no primeiro dia foi de 100%, informou a Fectrans
Nestes dois dias de greve decretados pelo SNTSF/Fectrans, os trabalhadores acusam a administração da CP e o Governo de não quererem valorizar os salários na empresa e terem imposto um aumento “que os desvaloriza ainda mais”.
Por isso, promete continuar a luta contra a imposição de aumentos que não repõem o poder de compra e “pela implementação do Acordo de reestruturação das tabelas salariais nos termos em que foi negociado e acordado”, entre outras reivindicações.
Governo escuda-se no argumento de “estar em gestão” para não cumprir acordo
Também o Sindicato dos Maquinistas se junta a esta greve, sendo a paralisação total nos dias 8 e 9 de maio e ao trabalho suplementar até ao dia 14 de maio.
Da reunião de terça-feira entre os sindicatos e a Secretária de Estado da Mobilidade, o SMAQ diz que nada resultou, pois o Governo “continua a refugiar-se no argumento de ‘estar em gestão’ para não aplicar o acordo estabelecido para a reestruturação das tabelas salariais, cujo objetivo é a recuperação do poder de compra perdido pelos trabalhadores da CP em relação ao Salário Mínimo e a aproximação dos seus salários ao praticado noutras empresas do setor ferroviário em Portugal”.