A sétima greve geral do ano encerrou hospitais, portos, escolas, transportes, tribunais e bancos na Grécia e conseguiu parar de novo o país. As centrais sindicais que a convocaram - GSEE e ADEDY - representam 2,5 milhões de trabalhadores e prosseguem a luta contra a receita que levou o país à recessão e que é agora reforçada pelo novo governo de tecnocratas. "Nada mudou, é a mesma política. Trouxeram-nos a um beco sem saída", disse à agência Reuters um dirigente sindical do sector do turismo.
Cerca de 20 mil pessoas participaram em manifestações em Atenas, e até ao fim da tarde não se tinham registado incidentes nas ruas, ao contrário do que aconteceu na última greve. "Já basta. Viemos para a rua dizer que este orçamento é um orçamento de fome, que não deve ser aprovado", defendeu por sua vez um sindicalista da companhia das águas de Atenas à Net TV.
A sofrer quatro anos consecutivos de recessão, a economia grega prepara-se para mais um choque, se for aprovado na próxima semana o Orçamento que pretende reduzir o défice de 9% para 6,7%, através do aumento da carga fiscal sobre os trabalhadores e de mais cortes nos já depauperados serviços públicos.
A troika impõe a aprovação do Orçamento para emprestar aos gregos 130 mil milhões e tanto o Pasok como a Nova Democracia - os maiores partidos que apoiam o governo juntamente com a extrema-direita do LAOS - já garantiram o voto favorável.
Grécia volta à greve pelo fim da austeridade
01 de dezembro 2011 - 17:35
É a primeira greve geral desde a nomeação de Lucas Papademos para chefiar o governo de Atenas. Dezenas de milhares de gregos saíram às ruas esta quinta-feira em protesto contra os cortes e as medidas de austeridade novamente propostas no Orçamento para 2012.
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Mais de 20 mil pessoas manifestaram-se em Atenas em dia de greve geral que paralisou de novo o país. Foto Orestis Panagiotou/EPA