Grécia: novo pedido de ajuda financeira à UE e ao FMI

24 de junho 2011 - 13:18

O primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, formalizou esta sexta-feira um novo pedido de ajuda financeira à União Europeia e ao FMI, adicional aos 110 mil milhões aprovados há um ano. Aumenta agora a pressão para a aprovação de mais medidas de austeridade.

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O novo pacote de austeridade inclui também 6,4 mil milhões em reduções de custos previstos no orçamento de 2011, incluindo uma "taxa de solidariedade" excecional para os empregados do sector privado, do público e das profissões liberais.

Segundo anunciou a União Europeia em comunicado, “na sequência do pedido do governo grego, anunciado pelo primeiro-ministro grego”, este está decidido a trabalhar no sentido de implementar “os principais parâmetros de um novo programa” de ajuda financeira “que será apoiado pelos seus parceiros europeus e pelo FMI”.



Sobre os 110 mil milhões de euros de ajuda aprovados pela UE e pelo FMI em 2010, para um período de três anos, o segundo plano de resgate em estudo, que deverá estender-se até ao fim de 2014, contará com as contribuições de credores privados, avança a imprensa internacional.



Cifrado em 28,4 mil milhões de euros e acompanhados de um vasto plano de privatizações, na ordem dos 50 mil milhões de euros, entre 2012 e 2015, o novo pacote de austeridade inclui também 6,4 mil milhões em reduções de custos previstos no orçamento de 2011, incluindo uma "taxa de solidariedade" excecional para os empregados do sector privado, do público e das profissões liberais.

A aprovação do orçamento é uma condição para a libertação da quinta parcela, de 12 mil milhões de euros, do empréstimo acordado para a Grécia no ano passado pela UE e o FMI. A 3 de Julho, os ministros das Finanças da Zona Euro devem reunir-se para finalizar a sua aprovação ao pagamento da parcela.

O Conselho Europeu (CE), ainda esta sexta-feira em reunião, declarou que estava disposto, e preparado, para ajudar a Grécia, caso as novas medidas de austeridade, que considera necessárias, sejam aprovadas no parlamento grego.

Segundo uma versão provisória de uma declaração do Conselho Europeu a que a Lusa teve acesso, além disto, os líderes europeus vão saudar o “forte compromisso do recém-eleito Governo português” em implementar integralmente o programa de ajustamento acordado coma troika.

Antes do início da reunião do CE, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, avisou que os sinais de risco quanto à estabilidade financeira da zona euro estão “no vermelho” e que a crise da dívida de alguns países ameaça infectar os bancos.