O Produto Interno Bruto (PIB) grego contraiu em 1,5 por cento no segundo trimestre, comparando com o desempenho alcançado nos primeiros três meses do ano, de acordo com a autoridade estatística grega, citada pela Lusa.
Na variação acumulada dos últimos doze meses, a economia grega contraiu 3,5 por cento no trimestre terminado em Junho, mais 1,2 pontos percentuais do que o registado no ano terminado no primeiro trimestre.
As estimativas do governo grego e da União Europeia apontam para uma contracção de 4 por cento na economia grega no final do ano, o dobro do ano passado, mas o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, tem defendido que estas estimativas podem ser demasiado pessimistas.
Implementação de medidas de austeridade potenciam recessão
O ritmo da contracção pode acelerar no resto do ano, à medida que as medidas de austeridade começam a ser implementadas e algumas a serem concretizadas na sua plenitude, juntamente com uma maior inflação e aumento do desemprego, e a perda de poder de compra das famílias e de capital para investir do lado das empresas.
Os números do desemprego relativos a Maio divulgados esta quinta-feira, num relatório separado, não são nada animadores. De Abril para Maio a taxa de desemprego voltou a aumentar, agora de 11,9 para 12 por cento, o seu mais alto valor desde Fevereiro, quando atingiu o máximo histórico desde que as autoridades estatísticas gregas calculam o desemprego mensalmente (2004).
Eslováquia recusa emprestar dinheiro à Grécia
Estes números são divulgados no mesmo dia em que a Comissão Europeia anuncia que os ministros das Finanças da zona euro vão decidir na reunião de 6 de Setembro as medidas a tomar depois de o parlamento da Eslováquia ter recusado participar no fundo de emergência da Grécia.
A orientação do novo Governo da Eslováquia, da primeira-ministra Iveta Radicova, que tomou posse há pouco mais de um mês, contraria a decisão tomada pelo anterior Executivo, que aprovou contribuir com 816 milhões de euros para a linha de crédito global de 110 mil milhões de euros lançada pelos países europeus e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para resolver a situação grega.