A União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) apelaram, esta segunda-feira, ao governo da Grécia para acelerar suas reformas e privatizar parte do seu sector da energia como contrapartidas para receber, em Setembro, uma segunda parcela do apoio, no valor de 9 mil milhões de euros, diz a imprensa de negócios grega, citada pelo El País.
Estas são as conclusões finais, da sua mais recente visita de inspecção à Grécia, que as equipas de peritos da UE, do BCE e do FMI apresentaram ao ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou.
Segundo fontes citadas pelos jornais económicos gregos, no relatório, os especialistas europeus e do FMI reconhecem que o país fez progressos quanto ao cumprimento do programa anti-défice de três anos e sublinham a vontade do Executivo socialista em introduzir mudanças. Porém, o documento também frisa que são necessários mais esforços e deixa algumas recomendações, tais como a necessidade de abrir o mercado energético e privatizar a empresa estatal de electricidade (DEH).
As condições apresentadas pressionam o governo grego no sentido da liberalização dos mercados e sectores (com a abertura do mercado da energia e a privatização de pelo menos 40% das unidades de produção do estado) e aumento da receita (mais 10,8% em 2011, o equivalente a cerca de 4.500 milhões de euros para reduzir o défice orçamental para 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB), após a projecção de 8,1% este ano).
A Grécia tem que baixar o défice orçamental para menos de 3% do PIB em três anos, depois de o buraco das contas públicas ter atingido 13,6% da riqueza gerada em 2009, no âmbito do plano de resgate europeu de 110 mil milhões de euros montado pela Europa e pelo FMI.
A divulgação do relatório surge um dia depois de ter terminado uma greve de sete dias das transportadoras gregas, que deixou o país sem gasolina em plena época turística.