Governo só tem 4% das casas acessíveis que prometeu

21 de julho 2023 - 16:44

Em 2017, António Costa prometia a redução da taxa de esforço das famílias com despesas de habitação e o aumento do peso da habitação com apoio público. Falava em construir 170 mil casas a custos controlados, mas só vai fazer 6.800, denunciou Mariana Mortágua.

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Mariana Mortágua no debate do Estado da Nação. Foto de Tiago Petinga/Lusa.
Mariana Mortágua no debate do Estado da Nação. Foto de Tiago Petinga/Lusa.

No debate do Estado da Nação, que aconteceu esta quinta-feira, Mariana Mortágua confrontou António Costa com a sua promessa de “resolver o problema da habitação” e construir 170 mil casas a custos controlados, quando no início do debate admitiu que seriam apenas 6.800.

A coordenadora do Bloco referia-se ao discurso de abertura deste debate no qual o primeiro-ministro disse: “disponibilizamos 26 mil fogos até 2026 para responder às situações de maior carência identificadas nas diversas estratégias locais de Habitação e 6.800 fogos a custos acessíveis”.

A coordenadora do Bloco confrontou António Costa com as declarações proferidas pelo menos no debate quinzenal de 4 de outubro de 2017, no qual, considerando a habitação a “nova área prioritária nas políticas públicas,” o primeiro-ministro enunciou várias medidas e promessas.

Entre elas estava “reduzir a taxa de esforço das famílias com as despesas de habitação de 35% para 27%” e “aumentar o peso da habitação com apoio público na globalidade do parque habitacional de 2% para 5%, o que representa um acréscimo de cerca de 170 mil fogos” até 2025.