A oferta de transportes públicos vai ser afectada pelo corte de 15% nos custos das empresas públicas, exigido no OE'2011. Quem o diz é o próprio ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, e o secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca.
Empresas como a Carris, STCP, CP ou os Metros de Lisboa e do Porto terão que contribuir para a redução de 15 por cento dos custos operacionais do Sector Empresarial do Estado (SEE), imposto pelo governo do Partido Socialista no Orçamento do Estado para 2011.
Essa redução passará não só pelos cortes salariais como também pelo aumento de tarifas e, nalguns casos, pela diminuição da actual oferta de transportes públicos: horários mais espaçados, menor número de circulações…
Segundo os responsáveis pela pasta dos transportes, a diminuição da oferta só se verificará mediante uma situação de suposto sobredimensionamento, como é o caso do Metro Sul do Tejo. No que respeita à alteração das tarifas, foi dado o exemplo dos barcos entre Lisboa e a Trafaria, em Almada.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e o secretário de Estado irão reunir-se com “todos os presidentes” destas empresas, para “lhes colocar não apenas o corte de custos mas também as zonas onde os custos operacionais podem ser optimizados”.