Durante uma iniciativa na feira da Moita, o dirigente bloquista afirmou que a introdução de um limite ao défice na Constituição da República Portuguesa equivale, na prática, a proibir que “os nossos impostos sirvam para proteger o Serviço Nacional de Saúde, ou para garantir um sistema de Segurança Social para os mais idosos”.
“A proposta da senhora Merkel, que é a isso que Passos Coelho se refere sobre a introdução do limite da dívida na Constituição” corresponde a uma “revisão das revisões”. Esta revisão, a avançar, implicaria que “sempre que haja uma recessão, o Estado não possa responder aos desempregados ou que, quando haja um aumento de idosos, o Estado não possa gastar em pensões”, adiantou ainda.
O que se pretende, segundo Francisco Louçã, é “destruir o princípio mínimo de que o Estado é para todos” e transformar a nossa Constituição na “Constituição da troika”.
O dirigente bloquista criticou ainda António José Seguro por alimentar um “nevoeiro” à volta desta questão e desafiou o PS a “pronunciar-se sobre esta matéria”. “É espantoso que um assunto tão importante, sobre os quais os outros partidos tomaram posição, tenha silêncio do PS. Depois do Congresso ter terminado, era o momento de António José Seguro esclarecer sobre a questão mais importante da lei das leis”, afirmou Louçã.