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Governo quer "corrigir o défice com recessão"

Francisco Louçã afirmou esta quinta feira que "a política da troika é uma política de empobrecimento” e defendeu que Portugal só sairá desse rumo quando "disser à troika com coragem que já basta" e apostar numa "política económica que recupere o investimento e o emprego".
Foto de Paulete Matos.

Questionado pelos jornalistas sobre a notícia avançada pelo Diário Económico, que dá conta de que o novo défice para 2012 estimado pelo executivo do PSD/CDS-PP é de 5,3% do PIB, ou seja, que é expectável uma derrapagem orçamental de 1,2 mil milhões de euros, Louçã sublinhou que, se continuarem, "como se está a ver, aumentos de impostos ou ataques aos salários ou reduções das pensões", haverá "outra vez mais défice".

"Nós bem avisámos o Governo de que a recessão cria destruição de emprego, diminuição de impostos e, portanto, aumento do défice. Se o Governo quer corrigir o défice com recessão bem podia ter ouvido o Bloco e tanta gente que, com sensatez, lhe diz que recessão só provoca mais défice", afirmou o dirigente bloquista, citado pela agência Lusa.

"Como é que o primeiro ministro se atreve a dizer no Pontal que em 2013 tudo vai correr bem, se vai continuar a fazer os piores cortes, os piores aumentos de impostos, as mais graves diminuições de salários e pensões?", interrogou o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda.

"A política da troika é uma política de empobrecimento, Passos Coelho bem o enunciou, empobrecer Portugal é o caminho que propôs", frisou, adiantando que "é desse rumo que Portugal tem de sair e só sai quando disser à troika com coragem que já basta".

"Isto não pode continuar, isto não leva a lado nenhum. Não têm nenhuma alternativa e só querem o pior para Portugal. Não é possível aceitar isto nem na Europa nem entre nós", sublinhou, defendendo que  a recuperação só é possível com "uma política económica que recupere o investimento e o emprego".

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