“O primeiro-ministro diz muitas vezes que lhe é indiferente o resultado das eleições, que não condiciona a sua política à perspetiva do resultado eleitoral, mas hoje percebemos que isso é tudo conversa fiada”, acusou João Semedo.
“O governo e a troika estão a adiar as próximas avaliações, para poder esconder aquilo que o governo e a troika têm em preparação, que são medidas gravíssimas, gravíssimas para os serviços públicos, gravíssimas para os reformados e pensionistas, gravíssimas para os funcionários públicos e gravíssimas para a economia do país, ou seja, para todos os portugueses que vão ser atingidos mais uma vez pela recessão, provocada pela austeridade, e a consequência disto é mais desemprego e mais despedimentos”.
“Nós confiamos que no dia 29 de setembro – dias das eleições autárquicas - apesar destes truques e estratagemas, a política de austeridade e deste governo vão ser severamente castigados”, vincou.
Sobre a impugnação de candidaturas lembrou que "nós sempre dissemos, desde o dia em que a lei foi aprovada, que a lei é caríssima, e sempre foi claríssima para todos”. “A única forma agora de legalizar, candidatura ilegais, é criar esta enorme barafunda, dizer que a lei não se aplica a uns e aplica-se a outros”.
O candidato ao município de Lisboa disse que ser Presidente de Câmara não pode ser uma profissão para toda a vida. Referiu ainda que existia um amplo consenso sobre a lei, uma vez que foi aprovada por larga maioria contado apenas com os votos contra do PCP e as abstenções do CDS e dos Verdes.
As declarações foram proferidas durante uma vista às instalações do antigo Hospital Miguel Bombarda. Acompanharam a visita o Dr. Vítor Freire, presidente da Associação Portuguesa de Arte Outsider e Ana Drago, candidata do Bloco à Assembleia Municipal de Lisboa.
O executivo de António Costa avançou com um projeto de loteamento para os hospitais Miguel Bombarda, Capuchos, Santa Marta e São José. A candidatura do Bloco já fez saber que se opõe ao loteamento, tendo prometido apresentar propostas alternativas à especulação imobiliária.
No caso do Miguel Bombarda, Semedo disse que a criação de um Museu Nacional da Medicina poderia ser uma hipótese, pois teria enorme interesse académico e turístico.
Consulte a fotogaleria da visita ao Hospital Miguel Bombarda da autoria de Paulete Matos