João Semedo participou , na avenida Duque de Ávila, na sessão de esclarecimento "Aumento das rendas e despejos. E agora?", para, por um lado, “informar” e, por outro, “mobilizar os lisboetas contra uma lei injusta e socialmente brutal”, que, disse, “ameaça 40 mil pessoas na cidade de Lisboa”.
O candidato considerou que “é na área da habitação e do urbanismo que são mais visíveis as insuficiências de seis anos de mandato de António Costa”, do PS. Embora reconhecendo que estas são as áreas “onde a mudança é mais difícil”, argumentou que “é exatamente nas dificuldades que se vê a capacidade de uma câmara e do seu presidente”.
Desse ponto de vista, considerou, “a gestão de António Costa deixou muito a desejar”. Na sua perspectiva, “o problema da habitação é um problema central em Lisboa, e está por resolver”.
“É preciso apostar na habitação municipal, é preciso que a câmara intervenha no mercado para baixar os preços, é preciso mais arrendamento e menos aquisição, mais reabilitação do que novas construções. É assim que se pode baixar as rendas e o valor de aquisição das casas para podermos trazer para Lisboa o que a cidade perdeu nas últimas décadas, mais 300 mil lisboetas”, considerou.
Para os “casos de emergência” – os despejos –, João Semedo defende que a câmara deve dispor de “uma bolsa municipal de habitação”, recorrendo, por exemplo, a casas das quais é proprietária e que estão devolutas.