Em comunicação interna, o Global Media Group (GMG) informa todos os trabalhadores “não existirem, à data de hoje, condições que permitam o pagamento dos salários deste mês” e “não pode adiantar nem se comprometer com qualquer data para o pagamento dos salários de dezembro”.
O GMG alega que a situação financeira do grupo é “extremamente grave” e que se agravou com “o inesperado recuo do Estado português no negócio já concluído para a aquisição das participações que o grupo possui na agência Lusa”, a “injustificada suspensão da utilização de uma conta caucionada existente no Banco Atlântico Europa há cerca de 6 anos”, e “todo o aproveitamento político-partidário que, em época pré-eleitoral, tem sido feito em redor do grupo”.
A Comissão Executiva do grupo apela “à compreensão possível por parte de todos os funcionários, solicitando-lhes o empenho possível durante este período que pretendemos ser o mais breve possível”. E informa que “está a adotar um conjunto de medidas que garantam a sobrevivência e normalização de procedimentos para que, a partir de Janeiro, possam salvaguardar a viabilização e a salvação das diferentes marcas e do próprio Global Media”. Para o “êxito” deste processo, afirma esperar “contar com a participação e o esforço de todos”.
João Paulo Fafe recusa-se a prestar esclarecimentos no Parlamento
Na sequência da aprovação, por unanimidade, do requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do Bloco de Esquerda para a sua audição, João Paulo Fafe comunicou a sua indisponibilidade em comparecer na respetiva Comissão. O presidente executivo do Global Media afirmou não pretender, nem ser de todo sua intenção, “participar em iniciativas de caráter eleitoral”.
João Paulo Fafe considera que um requerimento aprovado por unanimidade no Parlamento é uma iniciativa de caráter eleitoral. Pelos vistos, acha que despedir 200 trabalhadores e +
CEO da Global Media recusa-se a prestar contas no Parlamento https://t.co/IdQGsZVe57 via @ECO_PT
— Joana Mortágua (@JoanaMortagua) December 28, 2023
No X, Joana Mortágua critica a indisponibilidade de João Paulo Fafe para “prestar contas aos deputados num Parlamento em pleno funcionamento”.
“Pelos vistos, acha que despedir 200 trabalhadores e colocar em risco de desaparecimento um dos maiores grupo de imprensa em Portugal não são razão suficiente para prestar contas aos deputados num Parlamento em pleno funcionamento. Há de fugir ao escrutinio enquanto puder e só isso já diz tanto…”, escreve a deputada bloquista.