O plano de “rotação de ativos” da Galp Energia incluirá a vendas da rede de distribuição de gás no país. De forma a preparar esta venda, a empresa contratou o Bank of America, segundo noticia a Bloomberg. O negócio valerá 1,5 mil milhões de euros.
O plano de rotação de ativos desta empresa implica a venda de algumas operações e o investimento noutras áreas. As energias renováveis deverão ser uma aposta importante. A Galp anunciou recentemente um investimento de 450 milhões na área da energia solar em Espanha.
O banco de investimentos contratado terá o papel de encontrar investidores “nas próximas semanas” que comprem a subsidiária Galp Gás Natural Distribuição (GGND). Para além da Galp, esta empresa tem ainda como acionista a japonesa Marubeni. Em 2016, quando os japoneses compraram a sua parte de 22,5%, a GGND foi avaliada em 1,3 mil milhões de euros. É dominante em várias empresas de distribuição do gás natural no país, com participações na Duriensegás (77,50%), Beiragás (46,19%), Lusitaniagás (75,05%), Lisboagás (77,50%), Setgás (77,45%), Dianagás (77,50%); Paxgás (77,50%), Medigás (77,50%) e Tagusgás (32,03%). Distribui anualmente perto de 1.450 milhões m3 de gás natural contando com a uma rede que ocupa mais de 13 mil quilómetros.