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Galp fica com 10% do capital da empresa que vai explorar lítio em Covas do Barroso

A petrolífera não diz se vai construir uma refinaria mas fica com um acordo de fornecimento garantido de até metade do que vai ser produzido pela mina contestada pela população. Notícia do Interior do Avesso.
Manifestação contra a mina de Lítio em setembro de 2019. Foto do Facebook do "Não à mina, sim à vida".
Manifestação contra a mina de Lítio em setembro de 2019. Foto do Facebook do "Não à mina, sim à vida".

A petrolífera vai ficar com 10% do capital da subsidiária da empresa Savannah, que pretende explorar uma mina de lítio em Covas do Barroso, Boticas. A Galp não esclarece se avança para uma refinaria, mas entra na corrida através da exploração mineira, altamente contestada pela população.

Segundo notícia do Público, em cima da mesa está um acordo de fornecimento garantido (off-take) à Galp de uma parte, que pode ir até 50%, do lítio que a Savannah eventualmente venha a extrair em Portugal.

O acordo entre as empresas foi anunciado hoje, dia 12, pela Savannah, empresa cotada na bolsa de Londres. Neste âmbito, a Galp pagará 6,4 milhões de dólares (5,2 milhões de euros), garantindo a participação de 10% na empresa da Savannah.

A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva irá ainda tomar parte na gestão do projeto e partilhar a sua “experiência significativa no desenvolvimento de projetos de matérias-primas de larga escala em Portugal”, segundo o Público.

A parceria prevê ainda um acordo de exclusividade para avaliar o “fornecimento garantido [off-take] até 100.000 toneladas por ano de concentrado de lítio extraído da Mina do Barroso, equivalente a cerca de 50% da produção anual”. A Savannah sublinha ainda que “este acordo representa um passo significativo na comercialização da Mina do Barroso e será um factor importante para assegurar o financiamento necessário para a construção do projecto”.

Questionada sobre o destino que dará a este lítio, a Galp não quis confirmar se avança para a construção de uma refinaria. A empresa disse estar “numa fase de estudos iniciais com parceiros para explorar potenciais parcerias que alavanquem nos recursos endógenos do país para formar novos clusters”.

Duas semanas após o anúncio do encerramento da refinaria de Leixões, negando a existência de planos para a transformar numa refinaria de lítio, a Galp confirma agora que quer entrar na corrida ao lítio, através da exploração mineira, altamente contestada pelas populações locais e movimentos ambientalistas.

Notícia publicada no Interior do Avesso.

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