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Galp: Encerramento significa “mais despedimentos, mais poluição e menos salários”

Os trabalhadores da Galp de Matosinhos protestaram em frente a Câmara contra a “hipocrisia” das declarações de António Costa na campanha eleitoral. Catarina Martins marcou presença em solidariedade e defendeu que para a transição energética são precisos “mais trabalhadores e não menos”.
Trabalhador da Petrogal manifesta-se em frente à Câmara de Matosinhos. Foto de FERNANDO VELUDO/LUSA.
Trabalhador da Petrogal manifesta-se em frente à Câmara de Matosinhos. Foto de FERNANDO VELUDO/LUSA.

Os trabalhadores da refinaria da Galp em Matosinhos manifestaram-se esta sexta-feira em frente à Câmara Municipal local para denunciar a “hipocrisia”, “desrespeito” e “cinismo” das declarações de António Costa sobre o encerramento da estrutura no decorrer da campanha eleitoral autárquica.

O Site-Norte considera que estas declarações desrespeitam “o sofrimento de quem perdeu o posto de trabalho após anos de entrega e empenho” e responsabiliza tanto o Governo quanto a Câmara Municipal pela situação da refinaria. O sindicato afirma que o primeiro-ministro “nunca esteve disponível para receber os trabalhadores e esteve calado e submisso aos interesses da Galp durante todos estes meses, abdicando de usar a sua posição de acionista de referência para contrariar este processo, apesar dos postos de trabalho e dos mais de 500 milhões de euros que foram gastos na refinaria de Matosinhos nos últimos anos”. Por sua vez, a autarca local terá assumido “o assunto como “facto consumado”, abdicando de lutar pela manutenção dos postos de trabalho e desta empresa estratégica”.

Catarina Martins marcou presença neste protesto para “manifestar solidariedade” com os trabalhadores despedidos. A coordenadora do Bloco não prestou declarações à imprensa mas a Lusa noticiou a sua conversa com o representante da Comissão de Trabalhadores.

Os deputados Catarina Martins, José Soeiro e Jorge Costa marcaram presença no protesto dos trabalhadores da Galp. Também Carla Silva, cabeça de lista do Bloco à Câmara de Matosinhos e Sílvia Carreira, cabeça de lista à Assembleia Municipal foram manifestar solidariedade.

Nessa conversa lembrou que o Estado é acionista da Galp e que podia “ter travado isto”. O Bloco procurou ainda desmascarar o argumento “ambiental” apresentado pelo executivo. “Não aceitamos que o que está a acontecer seja por causa da transição energética ou do clima, não é, porque a solução vai poluir mais e não poluir menos”, significando desta forma “mais despedimentos, mais poluição e menos salários, o que é inaceitável”.

O partido compromete-se a não desistir “desta luta”, acreditando que para a transição energética “precisamos de mais trabalhadores e não de menos”.

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