A Galp Energia obteve nos primeiros três meses deste ano um resultado líquido positivo em linha com o registado no mesmo período de 2020 (26 contra 29 milhões de euros), e bastante acima dos 3 milhões de lucros registados no último trimestre de 2020.
O resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), em termos ajustados, alcançou os 499 milhões de euros, batendo quer o resultado do primeiro trimestre de 2020 (469 milhões), quer o do trimestre anterior (410 milhões), noticia o jornal Expresso.
A Galp beneficiou, em termos homólogos, de um aumento de 53% no EBITDA do negócio de produção de petróleo, gerando um resultado de 438 milhões de euros neste primeiro trimestre de 2021.
"Estes resultados trimestrais, alcançados em condições macro ainda muito desafiantes, denotam uma saudável melhoria, mesmo se comparados com os do mesmo trimestre de 2020, quando apenas tínhamos sentido o impacto inicial dos extraordinários acontecimentos desse ano", pode ler-se no comunicado do presidente executivo da Galp, Andy Brown.
"A posição financeira da Galp melhorou e as medidas que tomámos para ajustar o nosso portfolio e para incutir disciplina nos custos tornaram-nos mais fortes para os desafios que ainda temos pela frente", acrescentou o gestor, que só este ano entrou na administração da Galp, substituindo Carlos Gomes da Silva.
Galp sustenta distribuição de dividendos em dívida e venda de ativos, acusa a CT
A Galp fechou o primeiro trimestre com uma dívida líquida de 1,55 mil milhões de euros, mais 4% do que registava um ano antes. O aumento da dívida é explicado pela distribuição de 290 milhões de euros, apesar do prejuízo de 42 milhões registado no ano de 2020, o que obrigou à contração de dívida para garantir a distribuição de dividendos.
Ao longo de 2020, a Galp procedeu à dispensas de centenas de trabalhadores a falsos recibos verdes, e deu início ao processo de despedimento coletivo dos 400 trabalhadores da refinaria de Matosinhos.