“Conseguimos salvar as Fragas de Catasós contra o gigante Fenosa, os poderes fácticos e uma Declaração de impacto Ambiental que aceitava o projeto. É um orgulho”, afirmou o advogado da autarquia de Lalin, Miguel Dieguez, citado no portal galego Praza Pública.
A decisão foi mais um passo na batalha que opõe há dois anos a população organizada na Plataforma Salvemos Catasós e a empresa elétrica que pretende atravessar o bosque classificado como monumento natural com uma linha de alta tensão, provocando o abate de até duas mil árvores, numa zona de carvalhos e castanheiros.
Vários habitantes da zona receberam em dezembro cartas de expropriação dos terrenos afetados e já tinham perdido quase toda a esperança na preservação da zona. Mas esta decisão do tribunal arrasa a argumentação da Fenosa, que contestara a rejeição do projeto por parte dos autarcas de Lalin, ao assinalar que a autarquia “não só não pode como não deve autorizar a execução das obras”.
A sentença diz ainda que os documentos apresentados pelo município levantam “sérias dúvidas sobre o verdadeiro impacto que as obras vão ter não apenas no meio ambiente mas também a nível paisagístico”. A Fenosa já anunciou que irá recorrer desta decisão.