No rescaldo da conquista do Mundial de Futebol na Austrália e do escândalo protagonizado pelo agora demissionário líder da federação espanhola de futebol, Luis Rubiales, após o beijo não consentido à futebolista Jenni Hermoso durante essa celebração, as jogadoras profissionais do futebol em Espanha subiram de tom as suas exigências pela dignidade salarial numa liga que atrai cada vez mais dinheiro.
A greve convocada para a primeira jornada da Liga F espanhola acabou por provocar o adiamento do início da competição e esta quarta-feira os sindicatos e a Liga chegaram finalmente a um acordo quanto ao salário mínimo no contrato coletivo de trabalho.
Assim, na temporada que agora começa (2023/2024), o salário mínimo anual passa para os 21 mil euros, podendo alcançar os 23 mil euros em função do aumento das receitas comerciais da competição. Na temporada seguinte (2024/2025) o salário mínimo será de 22.500 euros, podendo chegar aos 25 mil. E na temporada 2025/2026 será de 23.500 euros, podendo chegar aos 28 mil.
Os sindicatos afirmam que a inclusão das variáveis que podem fazer aumentar os salários foi uma vitória nesta negociação, enquanto a Liga diz-se satisfeita por alcançar um acordo a longo prazo que dê estabilidade ao seu projeto. Fora deste acordo e ainda pendente de negociações futuras ficam questões como os direitos na maternidade ou o protocolo de assédio, assuntos que as profissionais do futebol consideram ser "de igual importância" para a sua atividade.