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Funcionárias da empresa que serve refeições na CUF Viseu trabalham 12 horas por dia

As trabalhadoras da Sinal Mais protestaram na quinta-feira e ameaçam fazer greve se a situação não for resolvida. As cartas que escreveram à empresa e ao hospital privado ficaram sem resposta. Notícia publicada no Interior do Avesso.
Hospital CUF de Viseu. Foto de Interior do Avesso.
Hospital CUF de Viseu. Foto de Interior do Avesso.

As funcionárias da empresa Sinal Mais, que prestam o serviço de alimentação ao hospital privado CUF Viseu, protestaram esta quinta-feira para exigir o reforço do pessoal, pois estão sujeitas a 12 horas de trabalho. Se a situação não for resolvida ameaçam avançar com greve.

Segundo notícia do Jornal do Centro, o protesto ocorreu na tarde de quinta-feira à porta do hospital privado. O principal motivo do protesto foi a jornada de 12 horas de trabalho a que as funcionárias estão sujeitas. As equipas de trabalho são neste momento apenas compostas por duas trabalhadoras, uma funcionária de refeitório e uma cozinheira, para todo o hospital.

Catarina Rodrigues, funcionária do refeitório na CUF Viseu, explicou que o trabalho desempenhado diariamente no hospital representa um “esforço muito grande” para apenas duas pessoas. “Ando 12 horas a trabalhar. Para um hospital inteiro, é um esforço muito grande. Embora nós já o façamos há muito tempo, andamos sempre a pedir mais um elemento para nos ajudar porque o trabalho é muito e até aumentou, mas não aumenta o pessoal. Continuamos com duas pessoas em cada equipa a suportar a alimentação do hospital”, afirmou ao JC.

A trabalhadora adiantou ainda que a situação já foi exposta à administração da CUF e à direção da Sinal Mais, sem qualquer tipo de resposta. “Escrevemos cartas pessoais à direção da CUF, que não nos disseram nada, e à direção da Sinal Mais. Ninguém nos responde sequer e nunca nos responderam”.

A cozinheira Olinda Rodrigues disse ao JC que trabalha todos os dias das 7h30 às 20h30 e que, mesmo que se considere uma “pessoa forte”, não esconde o desgaste com o trabalho acumulado, admitindo que “já estamos assim há bastante tempo”.

Afonso Figueiredo, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Hotelaria do Centro, entende que o que se está a passar no Hospital CUF é ilegal, começando pelos horários que são praticados às trabalhadoras. “A empresa aplica esta carga horária de 12 horas ao abrigo de uma convenção coletiva de trabalho negociada entre a AHRESP e os sindicatos da UGT, mas também temos em paralelo uma outra convenção negociada com a CGTP e a FESAHT que não permite uma carga horária diária de mais de oito horas”, explicou ao JC.

Caso a situação não seja corrigida, as trabalhadoras irão avançar com outras formas de luta, que podem passar pela greve. As trabalhadoras aprovaram uma resolução que será dirigida às administrações da CUF e da Sinal Mais.

Notícia publicada no Interior do Avesso.

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