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“Estas medidas para além de serem brutais para os trabalhadores da administração pública e para reformados indicam que o Governo aposta em mais recessão”, disse aos jornalistas a vice-presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), afeto à UGT, Maria Helena Rodrigues.
Em conferência de imprensa destinada a formalizar a adesão à greve de 27 de junho, em convergência com as estruturas sindicais afetas à CGTP, Helena Rodrigues acusou o executivo de “olhar para a administração pública como um peso, encarando os serviços e funções por ela desempenhadas como inúteis e os seus trabalhadores descartáveis”.
Argumentando tratar-se da reforma do Estado, o Governo “coloca uns contra outros e instala a miséria e o medo”, disse a sindicalista.
“Este aprofundar da recessão levará à destruição completa das médias e pequenas empresas em benefício da construção de novos monopólios”, denunciou Helena Rodrigues.
As três estruturas sindicais da função pública anunciaram na sexta-feira, em comunicado, a realização de uma greve para o dia 27 de junho.
Depois de várias reuniões com o secretário de Estado da Administração Pública e de vários contactos entre si, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Federação Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (UGT) conseguiram entender-se para convergir num protesto geral.
As últimas propostas do Governo, apresentadas no início do mês pelo primeiro-ministro, incentivaram a unidade na ação entre as estruturas sindicais da UGT e da CGTP, como já não acontecia há algum tempo.
A redução salarial, o aumento do horário de trabalho semanal das 35 paras as 40 horas, o aumento dos descontos para a ADSE, um novo sistema de mobilidade especial com limite de permanência e possibilidade de perda de vínculo laboral e a redução de trabalhadores por rescisão por mútuo acordo "empurraram os trabalhadores para a luta".
A CGTP anunciou, também na sexta-feira, a próxima greve geral, para 27 de junho.
A UGT marcou para hoje uma reunião do seu Secretariado Nacional e outra do Conselho Geral para discutir a situação económica e social do país e a possibilidade de participar numa greve geral com a CGTP e sindicatos independentes.