No comício realizado neste sábado no Funchal intervieram Roberto Almada, coordenador regional do Bloco de Esquerda, e Francisco Louçã, que denunciou que “Alberto João Jardim construiu um Estado regional para os seus. Um Estado despesista, gordo para os amigos e alheiro para a maioria dos madeirenses e das madeirenses”.
Francisco Louçã disse também que Passos Coelho não vai à Madeira durante a campanha eleitoral, “porque ele sabe da vergonha que é uma governação sem rumo, sem controlo orçamental, sem rigor na despesa, sem respeito por regras democráticas”.
O coordenador da comissão política do Bloco afirmou também que Angela Merkel não sabe a que idade é a reforma em Portugal, salientando que com as mudanças do Governo de Sócrates “já nos estamos a aproximar dos 66 anos para a idade mínima da reforma” e sublinhou que no acordo com a troika, assinado por PS, PSD e CDS, está escrito “reduzir as pensões, congelar as pensões, cortar nalgumas e não aumentar a maior parte delas”.
Francisco Louçã declarou então que o Bloco não aceita “ que os nossos pais passem a ter uma reforma mais pequena por cada ano que passa” e defende uma reforma digna e completa aos 65 anos ou aos 40 anos de trabalho.
Roberto Almada acusou “Alberto João Jardim, Jacinto Serrão [líder regional do PS] e José Manuel Rodrigues [líder regional do PSD] de serem os responsáveis pelo aumento das dificuldades dos madeirenses e porto-santenses”, realçando que o acordo com a troika “impede os madeirenses de beneficiar da actual taxa de IVA, 30% mais baixa do que no restante território nacional para compensar os custos da insularidade, e impõe aumento de 10% sobre esse valor”.