FMI insiste em descida 'agressiva' da TSU

14 de setembro 2011 - 1:05

Poul Thomsen defende um corte de oito pontos percentuais, o dobro do que Passos Coelho assumiu na campanha eleitoral. Redução dos custos patronais será compensada pelos consumidores.

PARTILHAR
Thomsen: descida de cerca de 8 pontos na TSU. Foto Tiago Petinga/LUSA.

Poul Thomsen, representante do FMI para a missão da 'troika' em Portugal, defendeu na noite de terça-feira uma descida "agressiva" da taxa social única (TSU), que deveria ter um corte equivalente a 2% do produto interno bruto (PIB). A medida representaria uma descida de cerca de 8 pontos na TSU, o dobro do que Passos Coelho defendeu na campanha eleitoral.

Falando a partir de Washington, numa conferência telefónica com jornalistas às 20 horas de Lisboa, Thomsen disse que só um corte "substancial" na TSU poderá ter "impacto real na competitividade" do país.

A medida, a ser adoptada, corresponderá a um novo aumento brutal de impostos, já que o governo sempre disse que esse corte dos gastos patronais com os trabalhadores deveria ser compensado com aumentos do IVA (isto é, deveria ser pago por todos os consumidores).

Recorde-se que António Borges, director do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa e ex-vice-presidente do PSD afirmou, em declarações ao Diário Económico de segunda-feira, que "é absolutamente fundamental a descida da Taxa Social Única (TSU)" em Portugal.

Mas não explicou onde é que o Estado português irá buscar os cerca de 3,2 mil milhões de euros que essa redução representaria.