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FITEI está de regresso, online e em cinco cidades

Decorre até dia 16 de maio a 44ª edição do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, o FITEI. Serão mais de vinte espetáculos, online e presenciais, em Viana do Castelo, Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Viseu.
44ª edição do FITEI em cena até 16 de maio. Fotografia: FITEI

“Para a edição de 2021 mantivemos todas as obras previstas, assim como os seus eixos temáticos, acrescentando algumas obras novas e umas quantas novidades”, afirma Gonçalo Amorim, diretor artístico do FITEI, festival que em 2020 foi cancelado devido à pendemia de Covid-19. 

Gonçalo Amorim refere que este ano a programação é “híbrida, com 14 espetáculos presenciais e 10 on-line, além de contarmos com 7 estreias absolutas e 7 nacionais”.

Entre os muitos espetáculos disponíveis encontra-se Estado vegetal, da chilena Manuela Infante, onde se pensam “formas de habitar o planeta e questionarmos a nossa relação com as entidades vegetais”. A companhia mexicana Línea de Sombra “reflete sobre as fronteiras – físicas e mentais – que separam o México dos EUA em Amarillo” enquanto MAPPA MUNDI, de Eduardo Breda e Joana de Verona, “parte de relatos de pessoas em trânsito num mundo cada vez mais incompreensível”.

A sustentabilidade é um tema transversal a diversos espetáculos. A sustentabilidade da democracia está presente com trabalhos de Joana Craveiro, Diogo Freitas e Filipe Gouveia, que encenam Democracy has been detected, para a Momento - Artistas independentes; está também presente em Rottweiller, com texto de Guillermo Heras e encenação de Ricardo Simões para o Teatro do Noroeste, que relaciona fake news, violência e extrema-direita. Ou Regresso do Futuro, de Igor Gandra, uma coprodução entre o Teatro do Ferro e o Teatro de Marionetas do Porto.

A sustentabilidade na esfera da intimidade, do corpo e dos afetos, está subjacente ao trabalho da brasileira Renata Carvalho, que “usa o seu corpo travesti como cobaia na experimentação a que chamou Manifesto transpofágico”; em Qué locura enamorarme yo de tí, a escritora e jornalista peruana Gabriela Wiener, encenada por Mariana de Althaus, abre as portas à sua vida familiar poliamorosa em plena crise de casais. 

A sustentabilidade mental é outro dos eixos e cruza diferentes espetáculos do festival: Artaud, do argentino Sergio Boris, construído a partir das cartas de Artaud ao seu psiquiatra; e O Dia da matança na história de Hamlet, de Koltés, numa encenação de António Júlio para o TEP, que questiona a “desrazão” de Hamlet enquanto máscara para vingar a morte do pai. 

O programa completo do FITEI está disponível aqui
 

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