Ferroviários evocam greve de 1911 e manifestam-se nesta quinta-feira

16 de janeiro 2013 - 18:27

Em janeiro de 1911, os ferroviários estiveram em greve durante cinco dias, conquistando importantes direitos, que ainda hoje se mantêm. A Fectrans divulgou um significativo conjunto de documentos da época. Nesta quinta-feira, os ferroviários manifestam-se em Lisboa pelo cumprimento dos acordos de empresa e com o lema “Parem de nos Roubar”.

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Em janeiro de 1911, os ferroviários estiveram em greve durante cinco dias, conquistando importantes direitos, que ainda hoje se mantêm

A Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações) da CGTP publicou no seu site (fectrans.pt) um significativo conjunto de documentos da greve dos ferroviários de janeiro de 1911 (aceder ao documento da greve dos ferroviários de 1911 em pdf).

Em 1911, os ferroviários diziam: “Nada pedimos, porque nada nos dão. Exigimos, intransigentes, porque, para isso, temos direito e possuímos a força”. A greve durou cinco dias e conquistou importantes direitos.

A Fectrans refere, no documento que publicou, que não se trata de um estudo sobre a greve de 1911 mas da “divulgação de um significativo conjunto de documentos”.

Salientando que a greve decorre “no período imediatamente posterior à Revolução de 5 de Outubro de 1910, que os ferroviários haviam apoiado”, a federação sindical considera “extremamente valiosa” a leitura dos documentos para “os duros dias em que vivemos” frisa:

“Lembram-nos como foram arrancados ao patronato cada direito que hoje temos. Recordam-nos os tempos em que o direito a férias foi conquistado, em que o direito a uma reforma era ainda uma reivindicação, em que se lutava por fardas sem insígnias para poderem ser utilizadas na vida 'civil'”.

A manifestação nacional de ferroviários desta quinta feira está marcada para as 14h30 do dia 17 de Janeiro, frente à sede da administração da CP - em Lisboa, e seguirá depois para o Ministério da Economia. O protesto é convocado por todos os sindicatos e comissões de trabalhadores (CT da CP, CT da REFER, CT da EMEF, CT da CP CARGA, Comissão de Reformados, ASCEF, ASSSIFECO, SENSIQ, SINAFE, SINDEFER, SINFA, SINFB, SINFESE, SIOFA, SFRCI, SMAQ, SNAQ, SNTSF e ST).

Estas organizações denunciam os ataques que os trabalhadores ferroviários têm sofrido, nomeadamente cortes de salários, pensões e do pagamento das horas extraordinárias, o “direito ao transporte ferroviário de trabalhadores e familiares, direito existente há mais de 100 anos” e defendem que “é preciso travar esta brutal ofensiva em defesa dos ferroviários do ativo e reformados e dos interesses dos utentes a terem um serviço público de qualidade”.