Lutas

Farmacêuticos em greve têm reivindicações justas para “proteger o SNS”

24 de outubro 2024 - 16:44

Farmacêuticos cumprem hoje o último dia de greve. Mariana Mortágua defende que profissionais são indispensáveis para o Serviço Nacional de Saúde e defende "reivindicação justa" na valorização salarial e revisão das carreiras.

PARTILHAR
Manifestação de farmacêuticos
Manifestação de farmacêuticos. Fotografia de Esquerda.net

Os farmacêuticos estão em greve desde a passada terça-feira, exigindo valorização salarial e a revisão das carreiras. Esta quinta-feira, juntaram-se em frente ao ministério da Saúde, em Lisboa, para se fazerem ouvir. A coordenadora do Bloco de Esquerda esteve presente, em solidariedade com os profissionais de farmacêutica do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e considerou que as suas reivindicações são justas e que têm como objetivo “proteger o SNS”.

O Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF) convocou a greve por entender que após “6 meses de reuniões onde nos foi reiteradamente assumido que a situação absurda em que os farmacêuticos se encontram no SNS era compreendida”, o ministério da Saúde e o ministério das Finanças não fizera nada para melhorar a sua situação. Segundo avança a Lusa, o nível de adesão registado na terça-feira chegava aos 92%, registando-se o pico na Madeira, com 96% de adesão.

Mariana Mortágua frisou, em declarações aos jornalistas, que as reivindicações dos farmacêuticos são justas porque exigem para esses profissionais “uma vida digna”. “Há anos que as tabelas salariais não são revistas. Há anos que as carreiras não são revistas”, explicou.

Privatização do SNS

Bloco acusa Governo de fazer “gestão sádica do SNS”

05 de setembro 2024

Para a dirigente bloquista, a ação dos farmacêuticos serve também para “proteger o SNS contra a sangria dos profissionais” ao proteger salários e carreiras. “Os farmacêuticos são responsáveis por todos os medicamentos que são administrados no SNS”, disse, salientando ainda que “é o trabalho destes profissionais que permite que os utentes tenham acesso à medicação necessária”.

O presidente do SNF, Henrique Reguengo, já tinha defendido em declarações à Lusa que a intervenção farmacêutica é cada vez mais complexa e necessária, mas que isso vai significar que o SNS vai ter cada vez menos pessoas interessada na profissão. “Os farmacêuticos, para já, têm uma empregabilidade de 100%. Se não vierem para o SNS, vão para outro sítio onde lhes paguem como merecem”, concluiu.