O diretor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, José Duarte, enviou uma carta, aos 2300 alunos da instituição, publicitando as condições dos empréstimos da Caixa Geral de Depósitos para os alunos do ensino superior. Quem não tem condições de pagar as propinas a tempo e horas, diz o diretor da instituição, deve contrair um empréstimo bancário.
O empréstimo é apresentado, na carta enviada aos estudantes, como a melhor opção para quem não consegue pagar os 1000 euros de propinas e como detendo taxas de juro muito interessantes. Na realidade, quando se vê as condições do empréstimo, a solução financeira publicitada pela faculdade cobra 3% de juros a cada 3 meses.
A carta enviada pelo presidente da faculdade tem gerado polémica nas redes sociais, com vários estudantes a acusarem a instituição de promover o endividamento dos estudantes.
A Faculdade afirma que tem 250 mil euros de propinas por cobrar e que necessita desse dinheiro para pagar os salários de Julho. Não é a primeira vez que esta instituição é notícia pela forma como tem tentado regularizar o incumprimento no pagamento de propinas.
O Bloco de Esquerda, através da deputada Ana Drago, já questionou o Governo sobre a forma, à margem da Lei de Bases do Financiamento do Ensino Superior, como o novo regulamento de propinas impossibilita os alunos com verbas em atraso de realizarem os exames ou provas de melhoria de nota.
Ao Diário de Notícias, José Duarte, resume a situação dizendo que alguns dos alunos não pagam as propinas por “desleixo” e que foi essa constatação que o levou a vedar a realização de exames aos alunos com propinas em atraso.