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“Façamos do voto o abraço que nos falta nesta pandemia”

Num comício virtual transmitido a partir de Viseu, Marisa Matias insistiu que o país ainda vai a tempo de dar ao SNS "todos os meios, todos os equipamentos, todos os profissionais" para vencer "o combate mais importante da sua história”.
Marisa Matias no comício virtual em Viseu. Foto de Ana Mendes.

No comício deste sábado, transmitido virtualmente a partir de Viseu e acompanhado por centenas de pessoas, Marisa Matias resumiu a primeira semana da sua campanha, lembrando quem foram as pessoas e quais as lutas com que se cruzou ao longo da semana.

Numa semana em que o país voltou a entrar num novo confinamento, Marisa salientou que restrições exigem sacrifícios enormes mas que “ninguém compreende que haja quem aproveite todas estas dificuldades, todos estes sacrifícios, todo este sofrimento, para fazer negócio”, “que se dê apoios de miséria ou nenhum apoio a quem mais precisa enquanto se paga, a preços de oportunismo, a quem se aproveita” ou “que não haja dinheiro para o Serviço Nacional de Saúde, mas nunca falte dinheiro para o negócio da saúde”.

A candidata presidencial pediu confiança, “confiança pela igualdade, confiança pelo Serviço Nacional de Saúde, pela gente que sofre e pela gente que luta” e lembrou que ainda vamos “a tempo de dar ao Serviço Nacional de Saúde todos os meios, todos os equipamentos, todos os profissionais, para fazer o que só o SNS sabe fazer: proteger-nos a todos e a todas”, de “de garantir contratos e salários dignos aos profissionais que constroem o SNS todos os dias”.

Marisa sublinhou que falava sobre pessoas e não sobre “coisinhas”, falava “das dificuldades contra os privilégios” e “de democracia contra as discriminações”, lembrando que não quer que haja em Portugal “gente a viver com medo da violência racista ou machista, ou com medo do desemprego, ou com medo do inverno nas casas frias, ou com medo de não ter dinheiro para comprar medicamentos”.

Sobre a eleição que teremos a 24 de janeiro, disse que será uma lição pela liberdade, pela democracia e pela igualdade, e que “se este tempo não nos permite dar as mãos, damos as mãos com o nosso voto”. 

“Façamos do nosso voto o abraço que nos falta nesta pandemia”, concluiu.

Ana Carolina Gomes: “A Marisa Matias é a candidata pelo interior”

Ana Carolina Gomes, ativista social que também interveio neste comício em Viseu, disse que Marisa Matias é a “candidata que melhor responde aos problemas que vivemos” e não ter dúvidas que Marisa “é a candidata mais firme na defesa do SNS, bem como a candidata mais firme no compromisso de não deixar ninguém nem nenhum território, como o interior, para trás”. 

Lembrou que Marisa conhece bem os desafios e problemas ambientais do interior e que é “a candidata certa para contrariar os teimosos sentidos da crise e do esquecimento do interior”, uma “mulher sem medo que vai onde estão as lutas e as gentes, que se coloca ao lado de quem mais precisa”.

José Luís Peixoto: “Marisa Matias apresenta uma candidatura com memória”

O escritor José Luís Peixoto juntou-se ao comício através de um vídeo e referiu que “num tempo de mentiras abertas e descaradas, num tempo em que se dá o dito por não dito com uma facilidade incrível, Marisa Matias apresenta uma candidatura com memória”. Uma memória, continuou, pelo “reconhecimento da democracia” que “não pode ser esbanjada ou dada como garantida”. De igual forma, lembrou que a democracia não é feita de simplificações - por si sempre redutoras -, e que “democracia implica a necessidade de olhar e considerar a complexidade, escolher direções em função de princípios, convicções e não de conveniências de momento”.

José Manuel Pureza: “Marisa é uma lutadora das lutas todas contra o medo”

Para o deputado José Manuel Pureza, o mais importante destas eleições “é a força que vai ter quem não tem medo de enfrentar os medos impostos pelos de sempre” e diz que o medo de enfrentar a banca, o patronato e os grupos privados na saúde encontra em Marcelo Rebelo de Sousa um “porta-voz político esmeradíssimo”.

Já sobre Marisa, revisitou as imensas lutas em que esta se envolveu e diz que “é uma lutadora das lutas todas contra o medo”, que amedronta o candidato do fascismo.

“Justiça contra o medo, confiança contra o medo, liberdade contra o medo, direitos contra o medo, pensamos nisto tudo e é da Marisa que nos lembramos”, concluiu, enquanto pintava os lábios de vermelho numa referência ao movimento #vermelhoembelém.

O comício contou na abertura com um momento musical a cargo de Paulo Meirinhos.

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