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Exposição DN Tesouro Nacional aberta até final de fevereiro

Graças à classificação do arquivo do jornal como Tesouro Nacional, desencadeada por uma petição de um grupo de cidadãos, é agora possível ver no Museu da Marinha vários objetos e obras de arte que contam a história do país.
Exposição DN Tesouro Nacional no Museu da Marinha. Foto do Museu da Marinha.

A exposição DN Tesouro Nacional está patente ao público até 28 de fevereiro na sala D. Luiz do Museu da Marinha entre as 10 e as 17 horas.

Nela se poderão ver, para além da primeira edição do DN, “objetos que acompanham determinadas notícias” importantes na história nacional e também “inigualáveis obras de arte, como a pintura de Pinto Coelho, com o retrato de José Saramago, diretor adjunto do DN em 1975, e mais tarde colunista do jornal. Pinturas de Maluda, Bordalo Pinheiro, Júlio Pomar ou Stuart Carvalhais que fazem parte do espólio do Diário de Notícias”, de acordo com um comunicado do Global Media Group que detém aquele jornal.

Dá-se conta ainda de várias secções temáticas como uma sobre o próprio Museu da Marinha, outra sobre a rainha Isabel II com as reportagens das visitas a Portugal e uma outra ainda sobre desporto que conta, nomeadamente, com negativos em vidro da primeira edição da Volta a Portugal em Bicicleta realizada em 1927.

Esta exposição surge na sequência da declaração do arquivo do Diário de Notícias, que tem documentos desde 1864 até 2003, como Tesouro Nacional em julho. Uma classificação desencadeada por uma petição de cidadãos. Na altura, o seu porta-voz, o historiador Fernando Rosas, tinha explicado ao Público que “o DN é o jornal mais antigo do continente, com um espólio absolutamente único no país. Tal como dizemos no documento, tem originais de Eça de Queirós, de Bordalo Pinheiro, do rei D. Carlos, além de toda a riqueza fotográfica”. Rosas alertava que “o destino da empresa não está claro. O jornal pode ser vendido. Tem credores. Isso torna o arquivo completamente vulnerável.”

A intervenção resultou e o decreto governamental considerou-o “bem arquivístico de interesse nacional”, protegendo assim “bens arquivísticos e fotográficos”, como os arquivos administrativo e da redação e “dossiês temáticos, recortes de imprensa, recortes de censura, desenhos originais de inúmeras individualidades”.

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