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Execução orçamental: um “estrondoso falhanço” do Governo

O deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares considerou que os dados da execução orçamental divulgados esta segunda-feira “dão conta de um estrondoso falhanço” da estratégia que o Governo traçou, acusando-o de implementar “medidas incompetentes”.
No boletim de execução orçamental divulgado esta segunda-feira pela DGO é avançado que a receita dos impostos indiretos (IVA e outros impostos sobre o consumo) cobrados pelo Estado caiu 5,3 por cento nos primeiros oito meses deste ano. Foto de Paulete Matos.

Em declarações à Lusa, o deputado bloquista Pedro Filipe Soares considerou que “estes resultados [execução orçamental] dão conta de um estrondoso falhanço daquela que era a estratégia que o próprio Governo traçou”.

No boletim de execução orçamental divulgado esta segunda-feira pela Direcção-geral do Orçamento (DGO) é avançado que a receita dos impostos indiretos (IVA e outros impostos sobre o consumo) cobrados pelo Estado caiu 5,3 por cento nos primeiros oito meses deste ano e que o défice consolidado da Administração Central e da Segurança Social, calculado para efeitos de programa da ‘troika’, atingiu os 5.493 milhões de euros no final de Agosto.

“Nós quando vemos estes dados percebemos que só com medidas extraordinárias de tipo novo, como inventar uma medida que, por exemplo, passasse o ano para 16 meses, é que o Governo conseguiria levar a cabo o cumprimento das metas que o próprio Governo traçou. E quando assim é, a conclusão que podemos e devemos tirar, é que estas são medidas incompetentes”, disse.

Para Pedro Filipe Soares estas medidas “estão a destruir o país, estão a aumentar o desemprego e, na prática, não levam a nenhum lado as contas públicas, a não ser a mais destruição e a mais descalabro porque o que nós vemos com estas políticas é também o aumento do défice”.

“É por isso necessário romper com estas políticas e isso só se faz rompendo também com as ideias que o Governo tem traçado nos últimos tempos”, defendeu.

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