Neste sábado, o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, voltou a defender a necessidade de eurobonds, declarando: “Não teríamos chegado a este ponto se tivéssemos os eurobonds. Confirmo a ideia de que é necessário um maior grau de integração e consolidação das finanças públicas na Europa”.
Um dia depois, o Governo da Alemanha responde em força. O ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, declarou à revista Der Spiegel que “não haverá uma colectivização da dívida e não haverá um apoio ilimitado”. Schäuble disse ainda: “Os Estados membros que necessitem da nossa solidariedade deverão reduzir os seus défices e reformar as suas economias com medidas que podem ser muito duras”. E conclui afirmando mesmo: “Excluo que haja eurobonds enquanto os Estados membros tiverem as suas próprias políticas orçamentais e necessitamos de diferentes taxas de juro para que haja possibilidade de incentivos e sanções para forçar a solidariedade fiscal”.
Levando mais longe a ameaça, o chefe regional da CDU e primeiro ministro do Estado do Hesse, Volker Boufier, declarou ao mesmo órgão que o “BCE não pode converter-se numa instituição que corrija os erros de política orçamental de países como a Itália”, identificado assim o alvo do ataque do governo alemão e deixando uma velada ameaça, a de paralisar a intervenção do BCE na compra de dívida italiana.
Entretanto, neste sábado, o presidente do parlamento alemão, Norbert Lammert, declarou que a Alemanha poderá atrasar para depois de 23 de Setembro a ratificação do acordo do último Conselho Europeu, realizado a 21 de Julho.
Na próxima terça feira, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel reúnem-se para debater a instabilidade e a crise da zona euro.