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Estética, resistência e melancolia vão ao palco no Teatro Carlos Alberto

O espetáculo do Teatro Experimental do Porto nasce a partir da obra de Peter Weiss que o autor Rui Pina Coelho considera um "baú de memórias das lutas da esquerda europeia" para refletir sobre arte e política, verdade e camaradagem.
"Estética, resistência e melancolia". Imagem de divulgação do espetáculo publicada pelo Teatro Nacional de São João.
"Estética, resistência e melancolia". Imagem de divulgação do espetáculo publicada pelo Teatro Nacional de São João.

O espetáculo “Estética, resistência e melancolia” criado por Rui Pina Coelho e encenado por Gonçalo Amorim estreou na passada quarta-feira e estará em cena até ao próximo dia 10 de abril no Teatro Carlos Alberto no Porto.

A peça do Teatro Experimental do Porto nasce a partir da obra A Estética da Resistência (1975-81) do dramaturgo Peter Weiss que acompanha o percurso de três jovens operários comunistas alemães, de 1937 ao eclodir da Segunda Guerra Mundial. Esta é para Rui Pina Coelho um "baú de memórias das lutas da esquerda europeia".

Para preparar houve uma jornada de estudo intitulada Escola da Resistência, organizada em colaboração com o centro de estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e que contou com João Pedro George, Vivi Tellas, Ana Coimbra Oliveira, Gustavo Vicente, Luís Trindade e Fernando Matos Oliveira.

A peça parte da observação do friso do Altar de Pérgamo num museu em Berlim. Os três operários falam sobre a ausência do deus Héracles e imaginam um seu substituto humano, “arauto dos oprimidos e explorados”, lançando assim uma reflexão sobre arte e política, verdade e camaradagem.

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