O líder parlamentar do PS afirmou esta quarta-feira na TSF que se a proposta de Lei de Bases da Saúde com a possibilidade de gestão privada dos hospitais públicos for chumbada, o PS voltará a insistir na proposta na próxima legislatura. As afirmações de Carlos César enquanto ainda decorrem negociações sobre o texto final foram lidas com “perplexidade” por Catarina Martins.
“O Bloco está a fazer tudo o que pode para existir uma Lei de Bases da Saúde e fizemos uma proposta ao PS para resolver o impasse”, afirmou a coordenadora bloquista aos jornalistas, estranhando a atitude de Carlos César, “que prefere atirar para a próxima legislatura a Lei de Bases a fazer o que nós propomos, que é atirar para a próxima legislatura a decisão sobre as PPP mas garantir já uma Lei de Bases da Saúde”.
“Seria incompreensível se o amor às PPP do Partido Socialista impedisse uma Lei de Bases da Saúde”
Lembrando que “há muitos socialistas empenhados numa lei de bases que salve o SNS, há um país que precisa de um SNS mais forte e nós cá estamos até ao último dia para essa negociação”.
“Seria incompreensível se o amor às PPP do Partido Socialista impedisse uma Lei de Bases da Saúde”, prosseguiu Catarina Martins, sublinhando que “toda a gente sabe que o Bloco de Esquerda nunca vai votar a favor de uma lei que prevê a privatização de um serviço público. Não o fazemos na saúde nem em lado nenhum, toda a gente sabe”.
“Como temos uma divergência, propusemos uma forma de ultrapassar o impasse: deixemos essa questão para a próxima legislatura e protejamos o que temos, que é uma Lei de Bases da Saúde já”, concluiu.