Es.Col.A: Assembleia agenda reocupação para dia 25 de abril

21 de abril 2012 - 14:47

O projeto Es.Col.A poderá voltar a desenvolver-se nos estabelecimentos da escola abandonada do Alto da Fontinha, já que foi decidida, em assembleia, a reocupação deste espaço no dia 25 de abril. Para este sábado está agendada uma iniciativa em Lisboa, intitulada "Todos contra o Despejo da Es.Col.A", que terá lugar no Chiado, pelas 19h.

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Este foi o estado em que ficou a escola da Fontinha após o despejo promovido pela Câmara Municipal do Porto. Foto retirada do facebook de Ricardo Salabert.

A decisão de reocupar a antiga escola primária totalmente abandonada há mais de cinco foi tomada na assembleia popular realizada esta sexta-feira no Largo da Fontinha, que contou com a participação de cerca de 200 pessoas.

Um grupo de ativistas chegou mesmo, após a assembleia, a ocupar simbolicamente, e por alguns minutos, a escola primária, tendo-se retirado pacificamente entoando as palavras de ordem “a escola é nossa”.

Durante a assembleia, foram ainda discutidas novas atividades do projeto Es.Col.A, entre as quais a realização de uma peça de teatro sobre o problema da escola e de iniciativas lúdicas e culturais no Largo da Fontinha.

Foi ainda proposto, e aceite, que se procedesse a uma recolha de fundos, que servirá para ajudar ao apoio legal às três pessoas que foram detidas durante o despejo promovido pela Câmara Municipal do Porto.

Entretanto, as iniciativas de solidariedade para com a Es.Col.A da Fontinha continuam a multiplicar-se em cidades como o Porto, Lisboa, Santarém e Braga.

Para este sábado está agendada uma iniciativa em Lisboa, intitulada "Todos contra o Despejo da Es.Col.A", que terá lugar no Chiado, pelas 19h.

Moção de solidariedade com a Escola do Alto da Fontinha 

Cerca de 200 pessoas, reunidas no jantar comemorativo do 38º aniversário do 25 de abril, exprimiram o “seu veemente protesto em relação aos acontecimentos verificados, no Porto, com o desmantelamento do Projecto Es.Col.A do Alto da Fontinha”. 

No documento, os subscritores sublinham que “onde e quando se esperava que os responsáveis da autarquia apoiassem e incentivassem uma iniciativa cidadã a todos os títulos notável, assistiu-se a uma ação brutal e destruidora”. 

“Não foi para isto que foi feito o 25 de Abril, não é esta a democracia por que lutámos e que queremos continuar a defender”, rematam.