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Erdogan manda prender mais um líder da oposição democrática

As autoridades turcas emitiram mandatos de captura para 82 pessoas que participaram numa manifestação pró-curda organizada há seis anos. Na lista está incluído Ayhan Bilgen, presidente de câmara da cidade de Kars.
De um total de 65 presidentes de câmara eleitos em 2019 pelo HDP, 47 foram já substituídos por burocratas não eleitos
De um total de 65 presidentes de câmara eleitos em 2019 pelo HDP, 47 foram já substituídos por burocratas não eleitos. Foto via Flickr do HDP.

O protesto de 2014 foi despoletado pela captura da cidade de Kobane, na fronteira entre a Turquia e a Síria, por parte do Estado Islâmico, relata o Guardian, resultando em 37 mortos.

O procurador-geral de Ankara disse que a polícia estaria à procura dos suspeitos na capital turca e noutras seis províncias do país.

O responsável não especificou os crimes de que os protestantes são suspeitos de terem cometido mas alegou que terão sido realizados crimes incluindo homicídio, tentativa de homicídio, roubo, dano de propriedade, incendiar a bandeira turca e ferir 326 membros das forças de segurança e 435 cidadãos.

Entre os protestantes sob ordens de captura por parte das autoridades está o presidente da câmara da cidade de Kars, Ayhan Bilgen, que venceu as eleições municipais em 2019 em representação do Partido Democrático dos Povos (HDP), o segundo maior grupo da oposição ao governo de Erdogan no parlamento.

De um total de 65 presidentes de câmara eleitos em 2019 pelo HDP, 47 foram já substituídos por burocratas não eleitos através de acusações de terrorismo.

Erdogan acusa o HDP de ser uma frente política para o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que mantém uma insurreição contra Ankara desde 1984. O HDP rejeita a acusação.

Os dois ex-líderes do HDP, Figen Yüksekdağ e Selahattin Demirtaş, permanecem na prisão à espera de julgamento desde 2016, mas também foram nomeados nesta investigação.

O HDP considera que esta é mais uma tentativa do regime de Erdogan para "dispersar a oposição enquanto perde poder". 

 

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