“Isto vai acabar em 24 horas”, disse Recep Tayyp Erdogan depois de um encontro com representantes dos manifestantes de Istambul do qual surgiu a possibilidade de ser convocado um referendo sobre o destino do parque cuja defesa despoletou os protestos e que será realizado de apenas para os habitantes da mais populosa cidade turca.
Erdogan não revelou o tipo de instruções dadas ao ministro do Interior para liquidar os protestos. Disse apenas que se tratará de uma forma diferente de actuar das forças policiais de maneira a que não haja feridos.
O porta voz do AKP, o partido islamita no poder, pediu “aos meus irmãos que protestam, comem e dormem no Parque Gezi que depois da decisão sobre a possibilidade de referendo, um gesto de boa vontade, o parque seja esvaziado e a vida regresse ao normal”. Segundo fontes oficiais, a repressão provocou quatro mortos e mais de mil feridos em 12 dias.
O governo tentou assim isolar a questão do Parque Gezi dos restantes motivos dos protestos contra a actuação do governo e que se estenderam a 67 províncias do país. O descontentamento relaciona-se principalmente com o carácter autoritário do primeiro ministro e a islamização forçada e gradual da vida social num país que tem vivido segundo uma mentalidade laica.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.