Enfermeiros em São Bento para exigir progressão na carreira e novos concursos

17 de março 2022 - 10:22

Numa concentração esta quarta-feira em Lisboa, os enfermeiros garantem tratar-se de questões urgentes e de promessas já feitas há muito pelo executivo e que não deveriam ficar à espera das decisões de um novo governo.

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Concentração de enfermeiros à frente da residência oficial do primeiro-ministro. Foto de António Cotrim/Lusa.
Concentração de enfermeiros à frente da residência oficial do primeiro-ministro. Foto de António Cotrim/Lusa.

Os enfermeiros saíram à rua esta quarta-feira exigindo que o governo “cumpra as promessas” feitas. A concentração promovida pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses levou até à porta da residência oficial do primeiro-ministro reivindicações como a contabilização dos pontos necessários para a progressão na carreira e a abertura de novos concursos.

O presidente desta organização sindical, José Carlos Martins, lembrou que, em outubro e depois “no âmbito do programa eleitoral e da campanha eleitoral”, foi prometida aos enfermeiros a contagem destes pontos mas “até ao momento, não há qualquer desenvolvimento”. O Ministério da Saúde não emitiu quaisquer orientações nesse sentido para as instituições.

Os sindicalistas garantem que “se durante este mês não forem concretizadas estas orientações, no dia 7 de abril estaremos junto ao novo ministro ou à nova ministra da saúde, de novo a exigir esta e outras campanhas”. Dizem que se trata de uma questão urgente e, por isso, não há justificação para que se tenha de esperar até ao fim de março ou ao início de abril para a entrada em funções do novo governo.

O mesmo alegam acerca dos atrasos na abertura de concursos para as categorias de enfermeiro especialista e enfermeiro gestor. Nuno Lourinho, enfermeiro no Hospital Santo António e um dos manifestantes ouvido pela Lusa, explica que já “foram publicados os postos de trabalho, mas não estão distribuídos”. Ele, por exemplo, tem o diploma de especialista desde 2017, mas está neste momento a exercer essas funções de maneira informal à espera da abertura de um concurso para a categoria.

O presidente do SEF explica que é precisa a distribuição dos postos de trabalho para que depois sejam finalmente abertos os concursos. Para ele, estes são uma “forma de estabilizar” estes trabalhadores mas também de “garantir que enfermeiros permaneçam no Serviço Nacional de Saúde”.