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Enfermeiros em greve pela valorização e dignificação da profissão

Os enfermeiros têm marcada uma greve nacional para os dias 22 e 23 de março. Em declarações ao esquerda.net, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses explica que o Ministério da Saúde ainda não deu resposta às suas principais reivindicações.
Enfermeiros em greve pela valorização e dignificação da profissão
Foto de Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Face à não concretização dos compromissos assumidos pelo Ministério da Saúde, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou no final de fevereiro uma greve nacional para os dias 22 e 23 de março.

Em outubro de 2017, os Ministérios da Saúde e das Finanças tinham imposto a atribuição de um Suplemento Remuneratório aos Enfermeiros Especialistas de 150€ a ser pago a partir de janeiro de 2018, e tinham assumido o compromisso de iniciar a negociação com a Comissão Negociadora Sindical dos Enfermeiros/CNESE sobre a revisão da Carreira de Enfermagem e o pagamento pelo trabalho extraordinário já realizado e em dívida.

Porém, quatro meses passados desde esse compromisso, e face à ausência de respostas por parte dos Ministérios da Saúde e das Finanças, os enfermeiros convocaram no final de fevereiro uma greve nacional para os dias 22 e 23 de março, divulgando os quinze pontos para os quais exigiam resposta imediata por parte do Ministério da Saúde.

Em declarações ao esquerda.net, Guadalupe Simões, do SEP, afirma que os trabalhadores continuam a aguardar uma resposta do Governo. A sindicalista dá como exemplo prioritário a admissão de enfermeiros - os trabalhadores tinham exigido a contratação de 500 enfermeiros até ao dia 20 de março. A ausência de resposta por parte do Governo àquele que considera ser um dos pontos mais importantes em cima da mesa, “significa que em todos os hospitais e centros de saúde deste país continua a haver uma brutal carência de enfermeiros o que coloca em causa a acessibilidade das pessoas aos cuidados de saúde e coloca em causa até os próprios direitos dos profissionais e a forma como desenvolvem a prestação de cuidados”.

Desde a convocação da greve, dos quinze pontos para os quais foi pedida resposta imediata por parte do Ministério da Saúde, só foi assinado o protocolo negocial relativo à revisão da carreira de enfermagem, “e tudo o resto são questões sobre as quais o ministério da saúde não deu qualquer tipo de resposta”, afirmou Guadalupe Simões.

O sindicato espera um elevado nível de adesão a estes dias de greve. O período de paralisação será nos turnos da manhã e da tarde do dia 22 e os turnos da noite, manhã e tarde de dia 23 de março. Estão agendadas para dia 22 de março concentrações em frente aos principais hospitais do país.

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