No próximo domingo, 12 de julho de 2020, vão realizar-se eleições na Galiza e no País Basco.
Nos dois casos as sondagens indicam a possibilidade de os partidos mais votados continuarem a ser os mesmos (PNV em Euskadi e PP na Galiza) e de os atuais governos autonómicos se manterem.
Galiza: uma grande subida do Bloco Nacionalista Galego é possível
Na Galiza, as sondagens apontam que o PP pode manter a maioria absoluta, elegendo 41 ou 42 deputados (em 2016, teve 48% e elegeu 41). Em segundo lugar, o PSOE pode subir e eleger 16 ou 17 deputados (em 2016, alcançou 14 mandatos). (ver à direita o gráfico, retirado de eldiario.es)
Em terceiro lugar, verifica-se a mudança mais significativa que as sondagens apontam: a subida do Bloco Nacionalista Galego (BNG) de 8,4% para 16,3% e de 6 para 13 mandatos. Em quarto e último lugar, está Galicia en Común com a previsão de 7,4% e 4 mandatos. Este resultado representa uma significativa queda face à candidatura En Marea de 2016, quando obteve 19,3% e elegeu 14 deputadas e deputados.
Nestas eleições, o BNG liderado por Ana Pontón tem defendido uma aliança com o PS-G / PSOE e com a Galicia en Común, com o apoio de Unidas Podemos, para derrotar o PP e conseguir uma viragem política na Galiza.
Porém, pelas sondagens, a previsão é que Alberto Feijóo, presidente do governo da Junta da Galiza há 11 anos, torne a vencer e o poder na Galiza continue nas mãos do PP.
Euskadi: governo pode manter-se
Quanto às eleições em Euskadi/País Basco, as sondagens apontam para uma vitória do Partido Nacionalista Basco (PNV), que poderá mesmo subir em relação às eleições de 2016, passando de 37,4% e 28 mandatos, para 39,6% e 31 deputados.
O jornal El Pais coloca a hipótese de o PNV, liderado por Iñigo Urkullu, poder obter o melhor resultado de sempre, alcançando 32 mandatos, como aconteceu em 1984.
Em segundo lugar, os inquéritos apontam para a possibilidade da coligação de esquerda nacionalista EH Bildu voltar a alcançar o segundo lugar, mantendo os 18 mandatos que conseguiu em 2016, podendo subir ligeiramente de 21,1% para 22,5%.
Em terceiro lugar, está o PSE-EE com uma possível subida de 9 para 10 mandatos. Em quarto lugar, a Unidas Podemos poderá eleger 9 deputadas e deputados, perdendo 2 mandatos em relação a 2016.
Em último lugar, a previsão é que a candidatura da direita (PP mais Ciudadanos) obtenha 7 mandatos, perdendo dois deputados em relação à candidatura do PP em 2016.
Se os resultados não diferirem significativamente das sondagens, é possível que o governo basco se mantenha com a aliança entre o PNV de Iñigo Urkullu e o PSE-EE liderado por Idoia Mendia.