A medida significa uma importante redução do bloqueio de que sofrem os habitantes da faixa palestiniana, cerca de milhão e meio, e poderá eventualmente provocar fricção entre o Cairo e o governo de Israel, que pretende manter um bloqueio total ao território. A fronteira estará aberta entre as nove da manhã e da noite.
A partir de sábado os palestinianos de Gaza passam a dispor de um local de entrada e saída do território pela primeira vez desde 2007, quando se deu a cisão entre o Hamas – que assumiu a gestão da faixa – e o governo da Autoridade Palestiniana em Ramalah.
A agência oficial egípcia MENA revelou que a decisão de abrir a fronteira integra os esforços para consolidar o processo palestiniano de reconciliação nacional. O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Nabil Elaraby, disse à Al Jazeera disse que a decisão pretende por fim a uma situação que qualificou como um assunto desagradável.
A medida atenua os efeitos da estratégia de Israel para tornar insuportáveis as condições de vida no território de modo a que a população se volte contra o governo do Hamas.
A abertura da passagem permitirá a circulação de pessoas e bens entre o Egipto e Gaza sem controlo e autorização de Israel, o que tem acontecido até agora.
Artigo publicado no site do Grupo Parlamentar Europeu do Bloco de Esquerda.