Os protestos entraram no seu décimo segundo dia este sábado, sendo que a manhã se tem mantido relativamente calma, segundo divulga a Al Jazeera. No entanto, há fortes medidas de segurança, já que existem rumores não confirmados de bombas que estão a ser colocadas em áreas diferentes da cidade.
Uma pequena quantidade de explosivos foi colocada no pipeline de gás que abastece Israel e a Jordânia. Não se registaram feridos. Neste momento ainda deflagram fogos e os estragos causados irão provocar, provavelmente, o corte do fornecimento a Israel e Jordânia. Não há confirmações sobre os autores da sabotagem.
O exército montou, entretanto, vários checkpoints para assegurar que não entram infiltrados nos protestos.
Elementos de segurança vedaram a entrada de pessoas na praça Tahrir, incluindo jornalistas, alegando que estão a decorrer negociações.
Os manifestantes pró democracia não cedem e mantêm a ocupação da praça Tharir, no Cairo. Um manifestante grita entre a multidão: “Morte ou liberdade”.
Os protestos mantêm-se também em cidades como Alexandria.
Durante este sábado, estão a ser promovidas várias acções de solidariedade com o povo egípcio um pouco por todo o mundo. Existem notícias de concentrações em Nova Iorque, Buenos Aires, Caracas, Tóquio, Lisboa, entre outros.
Media: vários detidos e um morto
As autoridades egípcias proibiram desde 30 de janeiro a cadeia Al Jazeera de trabalhar no Egipto.
Após ver os seus escritórios serem saqueados no Cairo, e de ter sido destruído grande parte do seu equipamento, no que pareceu “ser uma nova tentativa do regime ou dos apoiantes deste para impedir a Al-Jazira de cobrir os acontecimentos", esta estação televisiva anuncia agora que "os serviços de segurança egípcios prenderam o director da delegação da Al Jazeera no Cairo, e o jornalista Ahmad Youssef".
A Associated Press anunciou também, na passada sexta-feira, a detenção de 12 jornalistas do Al Masry Al Youm, o maior jornal independente do país.
Ahmed Mohammed Mahmoud, que trabalhou com o diário estatal Al-Ahram, é o primeiro jornalista conhecido por ter morrido durante os protestos.
Numa entrevista à cadeia norte-americana CNN, o novo ministro egípcio das Finanças, Samir Radwan, apresentou, na sexta-feira, um pedido de desculpas por todos os casos de "maus-tratos" infligidos a jornalistas e manifestantes pelas forças da ordem egípcias.